quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tenho dito.

Passo a dizer algo que tenho dito ultimamente aqui na loja a conhecidos: eu sou 1000 vezes mais feliz nesta loja do que seria trabalhando na área do Direito, que é uma seca.
Por causa da loja abdiquei de um mestrado que odiava mas que ia fazer porque eu gosto de estudar, de saber mais, de me formar mais e tentar ser melhor. E ganhar, com isso, mais hipóteses de emprego na área do Direito. Mas isso só se a minha loja não resultar, porque é disto que eu gosto: da minha loja, do meu espaço, de caixas de música, de clientes e de trabalhar muito, todos os dias, para ganhar o meu.

E com isto mostro o meu desprezo por gentalha que (continua) a considerar que se tem de trabalhar em Direito, Medicina, Gestão, Economia, etc., para se ter valor. Porque se uma pessoa seguir o seu sonho e simplesmente abrir uma loja - que é um sucesso, by the way... - já é uma treta, porque tinha era de seguir a sua área de formação.

Quantos de nós podem dar-se ao luxo de dizer que todos os dias recebem os parabéns pelo trabalho que fazem? Poucos.

13 comentários:

  1. Aiii o pessoal de Direito, essa gente que acha que anda sem pisar o chão! Desculpa na parte que te toca!

    Mas, explica-me, o que é que os outros têm que ver com a tua vida? E se fosses feliz a vender batatas no mercado local???

    Desculpa, outra vez, mas PQP a snobeira dos tugas! Graças a Bastet que o meu sangue espanhol é mais forte nestas tretas! Abençoado mau-feitio! :-)

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  2. Esse tipo de pessoas não sabe o que é ser feliz no trabalho! Eu tirei um curso e trabalho na área, tenho a sorte de dizer que sou feliz no que faço... mas se queres saber, sou ainda mais feliz nas horas a seguir ao trabalho quando vou para o laboratório fazer investigação para a tese. E era capaz de o continuar a fazer mesmo depois do mestrado acabar :)
    Beijinhos e cabeça sempre erguida!

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  3. Não ligues a essa gente. Porque essa gente vive claramente a sugar a vida dos outros e a transformá-la da forma que mais lhe convém para se sentir superior.

    Tu tiveste a coragem que muita gente não tem. Muita gente fica agarrada à sua área, não corre atrás dos seus sonhos. Tu correste o risco, deixaste tudo por uma coisa que desejavas. E não importa se o teu desejo era maior ou menor, era o teu! O teu sonho concretizado.

    A essa gente, desprezo. A pouca inteligência que lhes caiu em cima foi canalizada para o intestino grosso.

    Beijinhos e cabeça erguida ;)

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  4. GATA, na parte que me toca estou descansada, eu sei meu que esta área está repleta de snobs... eu bem os via na minha faculdade - ainda estudantes -, ou nas salas de aulas a ensinar. E conheço-os, pelas ruas desta cidade, com o seu ar sempre pomposo de quem se julga superior.
    Claro que há gente muito boa e de pé no chão nesta área, mas isso é como em todas as áreas!
    Quanto ao resto, quero lá saber... da minha vida sei eu, procuro a minha felicidade e é o que mais me importa.

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  5. E aqui está uma gaja do Direito que gosta do que faz porque acredita no que faz e que já recebeu várias críticas, (negativas, obviamente), por se estar a borrifar para o canudo.

    Ainda me recordo das pressões sofridas por alguns familiares por me ter casado com alguém que não tinha o raio de um canudo. Mas como tenho a mania da contradição faço daqui a 4 meses 25 anos de casada.


    Mas se me pedissem para abandonar o mundo do Direito e voltar à rádio, não pensava duas vezes: voltava à rádio.

    O mal do povo português é que sempre teve barriga de rico e bolsa de pobre. Ainda por cima pensam que ter um "Dr." antes do nome (antes de mais eu não tenho Dr. porque não sou doutorada, apenas licenciada), dá "estatuto". O dito "estatuto" aprende-se no berço e chama-se educação. E, ou se tem ou não se tem.

    Tenho dito.

    :)

    Beijo

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  6. Estás no teu direito de seguir as opções de vida que consideres que te fazem mais feliz. Mas não podes criticar quem insiste em ser feliz a trabalhar na área que estudou e na qual fez investimentos (intelectuais e financeiros). Quanto aos snobs de direito, sempre houve e infelizmente sempre haverá, nem as décadas que passam fazem com que as mentalidades mudem. Haverá sempre gente boa e má em todas as áreas. Boa sorte para o negócio.

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  7. Sentimento, eu não estou a criticar quem insiste em ser feliz na sua área, tanto melhor que se seja! Espero que quem tira medicina seja feliz nessa área, a minha irmã é feliz em jornalismo, eu não seria feliz na área do Direito... porque me desencantou ao longo dos anos. Só digo é que não se pode criticar quem não trabalha na sua área de formação porque é mais feliz noutra, apesar de essa ter menos estatuto, vá. E eu fui criticada por desistir de um mestrado numa área na qual não seria feliz para trocar por uma loja de caixas de música, onde sou muito feliz! :)

    Ni, já te tinha ouvido dizer isso, e acredito que realmente a rádio seja uma paixão... o que importa é fazer-se o que se gosta, ou lutar por isso!

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  8. Eu tenho para mim que há sempre ali qualquer coisinha que os impede de serem felizes e tendem a descontar as suas frustrações em quem é feliz a ser diferente da manada. Mas isso sou eu, que tenho fama de ser do contra.

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  9. E não tens de aturar os malucos que eu aturo. Fazes muito bem, porque o que importa é seres feliz.

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  10. Pois aquilo é algum problema sério Cláudia... :) Julie, é a vantagem!

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  11. E o que interessa mesmo não é o ser feliz? :)

    Muiiiita sorte com a loja!

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  12. É só para dizer que subscrevo o último parágrafo da Sô Dona NI :-) Haja alguém que pensa como eu, assim já não me sinto um Don Quijote a lutar contra moinhos de vento! :-)

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