quinta-feira, 14 de abril de 2011

1º Dia

O primeiro dia de trabalho na loja correu muito bem. Fartei-me de trabalhar, até fiz umas vendas jeitosas e passei a tarde toda no armazém a etiquetar peças, de modo a conhecer melhor o que há na loja. :) Já estou de olho nalgumas das t-shirts que lá temos à venda, e há que aproveitar o facto de que como lojista tenho 40% de desconto em tudo... É um grande desconto, sim senhor!
Achei o pessoal todo simpático, a responsável de loja é absolutamente amorosa e pôs-me logo muito à vontade.

Para primeiro dia, não foi nada mau. :) E não me dói a cabeça...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Interrogo-me como é que eu, com as enxaquecas brutais que tenho (e as amigas estão de visita à minha cabeça hoje), vou conseguir aguentar trabalhar numa loja com música Pum Pum Pum Pum Punx Pum Pum Pum Punx o dia todo.

Tenho para mim que ao fim de dois dias a minha cabeça rebenta...

Ainda por cima hoje tenho imensas coisas para fazer porque já sei que, começando na loja e com aqueles horários, não vou ter grande tempo. Tenho de resolver o Módulo 5 do CAP todo (mandaram isso hoje e eu quero ver se hoje leio e tudo e faço), passar a ferro, comprar prenda para o irmão, ir à farmácia abastecer-me de comprimidos para as enxaquecas e ir ajudar a mãe no escritório. E deitar cedo, convém!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Finalmente!


Acabaram de me ligar da loja onde tive a entrevista ontem a dizer que fui seleccionada. Afinal já não há 2ª entrevista, fiquei eu e começo quinta-feira. É só uma loja mas estou muito feliz! Vou começar a receber o meu dinheiro, a ter uma rotina e a compor a minha vida. Um dia mais tarde certamente terei a sorte de trabalhar no que realmente quero.

De qualquer forma, amanhã vou passar na notária e dizer que quando precisar de alguém pode contactar-me, mas já tenho emprego. Yeeeeeeeeeeeeee! :-)

PS: quero ver como vou compatibilizar os horários rotativos com o CAP, quero ver quero...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Novas

Fui agora à entrevista na loja e correu muito bem, se tiver passado à segunda fase entre hoje ou amanhã já me dizem alguma coisa. Ok, é uma loja, mas é melhor que nada, certo? Sempre ganho algum enquanto não arranjo nada que goste mais...
Daqui a pouco vou tentar passar na notária ou, se vir que está muita gente, passo amanhã de manhã. Tenho de fazer pressão para ter uma resposta, ou me dá estágio ou não dá, que se decida!
Quanto ao resto, acho que a mãe já anda melhor... vamos ver como é que as coisas correm.

Agora vou ler o meu texto sobre a Invenção da Escrita, logo tenho aula para o CAP e é cada tema de que se lembram... :)

domingo, 10 de abril de 2011

Ontem fui ao centro comercial deixar o meu curriculum em duas lojas. Eu odeio trabalhar no shopping mas lá terá de ser se entretanto não surgir nada melhor porque parada não aguento mais estar...
Amanhã também já decidi que vou passar no cartório para exigir uma resposta, já ando há 3 semanas para saber se me dão estágio profissional ou não e estão sempre a enrolar-me. Ficaram de me ligar na quarta ou quinta passadas, e eu vou lá e digo que, como não me ligaram e eu preciso de saber se sempre estão interessados ou não em que eu faça lá estágio profissional, resolvi passar lá de novo. Se não me derem resposta, esqueço o assunto e não volto a passar lá, estou farta que me enrolem e eu não sou fio.

Bem, hoje a mãe está um pouco melhor e ontem à noite estive a conversar com ela sobre o que se passou na sexta à noite... ainda bem... Agora só espero que amanhã esteja um radioso dia de sol, para ver se melhoro o meu humor que anda péssimo!

PS: amanhã tenho uma entrevista numa das lojas, que rápido!

sábado, 9 de abril de 2011

Dos conflitos

O ambiente cá em casa está um horror. Nem sei descrever o que se passou ontem mas foi muito grave.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hoje continuo igual a ontem. Estou sem apetite para escrever...

Quando passar eu informo-vos. Chega um dia que ficamos assim, fartos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A neura, essa filha da mãe.

Ainda ontem estava a falar sobre isto com o namorado da minha irmã. As empresas ou os patrões a quem os pobres desempregados como eu recorrem em busca de emprego não têm a mínima noção de quantas vezes são incorrectos.

Às vezes vamos a uma entrevista e fartam-se de nos elogiar e de falar como se o lugar já fosse nosso. E nunca mais nos ligam.
Outras vezes ficam de ligar a avisar se fomos seleccionados ou não. E não o fazem.
Outras tantas, como é o meu caso de momento, ficam de ligar para marcarmos reunião para conversarmos sobre o estágio profissional que me disseram que me iam dar. E não ligam. E eu vou lá e não têm tempo para me falar, mandam-me vir noutro dia e nesse dia voltam a não ter tempo. Pedem o contacto para me ligarem quando tiverem disponibilidade e não ligam. Volto a ir lá, espero uma hora e picos para que se dignem a falar comigo, quando falam ficam de me ligar até quarta ou quinta e daqui a pouco é noite e, claro, não ligaram.

Parece que não têm noção de que estão a lidar com a vida das pessoas e que estas devem ser tratadas com um bocadinho mais de atenção e, sobretudo, consideração. Se não quer, está no seu direito, basta dizer. Se não, não prometam mundos e fundos e nunca mais dizem nada! É que eu estou farta de ir ao escritório praticamente pedinchar e não o vou voltar a fazer... sinto-me ridícula!

PS: hoje o recrutador que me fez uma entrevista disse que eu não me mostrava interessada e parecia passiva. Eu fiquei a olhar para ele com ar de parva e só respondi "Eu estou interessada. Mas sabe, são tantas entrevistas e nem uma resposta, uma pessoa desanima. E depois ficam de nos dar uma resposta e não dão, e eu já nem sei que lhe diga. Quanto a estar passiva, desculpe lá, eu estava a ouvi-lo, como todos os outros candidatos... se calhar só não tenho perfil para estar a sorrir muito, porque não faz parte da minha personalidade". E ele disse que por ele já tinha terminado a entrevista há alguns minutos.
Olhem... hoje estou sem paciência para isto tudo, para continuar a esforçar-me sem retorno. Era um emprego de merda e ainda tenho de estar a ouvir parvoíces da boca de alguém que está todo engravatado sentado na sua secretária a querer que eu o convença dos motivos pelos quais estou excitadíssima por ir trabalhar para um sítio longe de casa, que me ia obrigar a gastar 200 euros em gasóleo ao mês em deslocações, mais portagens, mais alimentação, para ganhar 600 e pouco.

Lamento, mas não estava excitadíssima. Estava desanimada e triste conforme ia fazendo as contas do que me ia sobrar e a pensar que tenho de me sujeitar a isto, não excitadíssima.

Quem não arrisca não petisca


E se de repente todos os nossos problemas se resolvessem com a compra de um negócio que sabemos que é seguro?

E se eu perder o medo de arriscar e me mandar assim de cabeça? Tu percebes do assunto, e eu tenho uma boa cabecinha (tu também, vá, só que sonhas muito...). A conjugação dos dois funcionaria, certo?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Queixa

Portugal deve ser mesmo o cu do mundo porque uma pessoa vê nos sites das marcas de roupa, bolsas e ténis coisas lindas de morrer, e nas nossas lojas nunca há nada daquilo! Por exemplo, apaixonei-me por uns ténis adidas amorosos e fofíssimos que tem no site da Adidas, mas é evidente que não vou ver aquilo em lado nenhum, nem mesmo nas lojas da própria marca.

É assim que se cria um desgosto numa mulher. Profundo.

Acho que vou ali comer uma taça de morangos com açúcar só pra curar esta tristeza.

Pagar por trabalhares? Que absurdo!

Pois é, como o sítio onde provavelmente onde ficaram de me dar estágio profissional não ata nem desata (ficaram de me dizer alguma coisa hoje ou amanhã, mas eu agora só acredito quando vir...), resolvi hoje ir a outro cartório.
Achei curioso porque o notário foi super simpático comigo, disse que o meu curriculum era óptimo, foi mesmo amoroso e tratou-me com muito respeito (coisa que pouco acontece) e sem se armar aos cágados.
Mas depois seguiu-se este diálogo:

- Mas este estágio não tem qualquer encargo para o cartório, pois não?
- Tem, claro. O estágio que pretendo não é curricular, não preciso dele para acabar o meu curso, ele já está mais que terminado. E como é um estágio profissional, é pago. A sua parte seria muito pequena (à volta de 150 euros), mas teria encargos sim.
- Ah mas então não! Nos tempos que correm não dá, não posso pagar... Se fosse gratuito era uma coisa, a pagar então não dá. Deixe-me o seu contacto na mesma porque nunca se sabe as voltas que isto pode dar, mas para já não.

E eu fiquei parva, porque de facto os patronos só querem meter ao bolso. Quer dizer, estou a oferecer trabalho especializado por mais ou menos CENTO E CINQUENTA EUROS POR MÊS, e mesmo assim não querem. Tem graça... é que sabe, eu só sou licenciada em Direito, só tenho um curso de formação contínua em registos e notariado, só fui admitida no exame da Ordem dos Notários... se calhar os 150 euros são muito, um abuso quase...

Olha, nem que estivesse a vender cuecas no shopping, até aí ganhava 4 vezes mais! E eu falo porque sei.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Liceu


Outro dia passei pelo meu liceu e tive tantas saudades... Vocês não têm?

O liceu é definitivamente a escola mais importante de todas, mais do que a própria faculdade. É a escola que frequentamos quando estamos a deixar de ser crianças (por volta dos 15 anos, se não tivermos chumbado) e abandonamos já adultos (por volta dos 18, de novo se não tivermos chumbado). É a escola onde tomamos as decisões mais importantes: vou para a faculdade? Não vou? Se for, que curso vou escolher? Tenho esse curso na minha terra ou vou ter de sair de casa dos pais e ir viver para fora, sozinho?

O liceu principal de Viana é lindo, eu adorava aquele espaço. Era grande, cheio de relva à volta, com muitos banquinhos para apanharmos sol no Verão.
Sinto saudades principalmente do bar. Pus-me a olhar lá para dentro pela janela e lembrei-me como se fosse hoje dos pequenos-almoços a meio da manhã naquele bar. Um pão com manteiga lá, além de ser super barato, sabia sempre tão bem! Eu sempre adorei tudo o que serviam nos bares das escolas (e da faculdade também, diga-se de passagem), até porque era raro ir comer às cantinas, sempre cheias de gente e sujeitas a trânsito demorado.
Lembro-me do sino enorme que tem na entrada da escola, onde nos encontrávamos quase sempre pela manhã. A turma andava quase sempre junta (a do 11º e do 12º, porque do 10º para o 11º eu e a minha irmã transferimos de turma, porque por sermos giríssimas eramos postas de lado... HeHeHe Ou então era outro motivo qualquer, nunca percebi), dávamo-nos todos bem. :-)

Lembro-me muito bem das aulas e dos professores e lembro-me do nome de todos eles. Eu adorava as aulas de português (e as análises dos poemas, amava!), de inglês (nunca percebi porque é que tanta gente tinha tanta dificuldade...), de espanhol (peanuts!) e de psicologia. O meu grande sonho sempre foi seguir psicologia, pelo menos era isso que pensava até ao 11º ano. Mas como no Porto a média era superior a 17 (na pública, claro), durante o 12º esqueci essa ideia e virei para Direito. E no final do 12º até tina o 17 e mais qualquer coisa.

As matérias das aulas eram tão fáceis e, sobretudo, interessantes quando comparadas com a faculdade... É que eram mesmo!

Mas no meu liceu havia muita gente má. Por ser o liceu onde andava o pessoal com mais dinheiro, havia muitos preconceitos, muito falatório, muito vamos-pôr-aquelas-ali-de-parte-só-porque-são-gémeas-e-até-são-mais-ou-menos-populares-mesmo-que-não-falem-para-quase-ninguém, muito gozo com a roupa uns dos outros, muita maldade.

Foi no liceu que comecei o meu anterior namoro. Do 11º até ao 1º da faculdade, 3 anos. Foi no liceu que percebi que o mulherio é mesmo mau, porque o rapaz não era nada apetecido até começar a namorar comigo. Depois de começar, até apalpões nas aulas lhe davam, um escândalo!

Mas enfim, acho que foi no liceu que abri os olhos e vi que há muita gente má neste mundo. Há gente que faz diversão com a desgraça dos outros (tive uma colega que engravidou na altura e tomou uma opção que acabou por a fazer ser excluída por toda a gente no liceu... como se tivessem alguma coisa a ver com isso), há gente que goza com os outros, há gente que me acusa de copiar só porque passei de um teste de 10 a outro de 18 (o melhor da turma) a Psicologia de um momento para o outro, há gente que faz intrigas com os namoros, há gente que te dá facadas pelas costas, há gente que fala mal de ti atrás e na frente dá beijinhos, há namorados que mentem, há professores parciais.

O liceu é um grande escola, não haja dúvida. E eu tenho tantas saudades daquele tempo... Do tempo em que vivia ao lado do liceu, me punha lá em 2 minutos a pé, ia sempre com a minha irmã pelo caminho, almoçava em casa quando queria ou ia almoçar com os colegas, e só sonhava com o futuro brilhante que a faculdade me ia trazer. Pois.

domingo, 3 de abril de 2011

É a vida...


Há tanta coisa que parece não avançar na minha vida que às vezes até me pergunto como é que não desanimo. Emprego nem vê-lo; quando pensei que esse assunto já estava arrumado, eis que me apercebo que não e volta tudo à estaca zero. Ando em negociações para fazer um estágio profissional num sítio onde sempre quis trabalhar mas aquilo não ata nem desata e eu só posso é rezar e ter paciência, não posso pressionar a nada porque ainda pioro tudo.
Quero finalmente ir viver junto com o Caixote e, por causa do assunto anterior não estar resolvido, isso é impossível, porque como é evidente eu não me vou mudar sem ter um emprego.
Quero parar de me preocupar com a situação cá em casa, deixar de me incomodar com a presença do alien que veio parar cá a casa já está quase a fazer um ano, mas não consigo evitar ficar enervada, incomodada, irritada só com a voz da criatura.
Ainda por cima, e também por causa do primeiro assunto, a questão financeira vai de mal a pior. O que me salva são as promoções que andei a fazer e pelas quais estou quase a receber, porque a mãe não tem hipótese de me continuar a dar mesada e então eu fico assim, meio desamparada, e a ter de fazer aquelas promoções que eu odeio mas que sempre me vão dando algum dinheiro.

Na sexta-feira tive uma entrevista para uma loja de telecomunicações. As condições até são boas, estou certa de que vou ser seleccionada porque já trabalhei para essa empresa, a única chatice é mesmo ser em Ponte de Lima (ainda demoro uns 25 minutos de carro a ir e outros tantos a vir), o que me vai obrigar a despender uma boa maquia por mês em gasóleo e - daqui a uns dias - em portagens.
Mas enfim, se o tal estágio profissional não avançar brevemente, tenho de me meter nisto para remediar durante uns tempos.

Oh triste vida... uns com tanto e outros com tão pouco! Só queria fazer alguma coisa de que gostasse, e não passar o dia a lavar loiça, arrumar a cozinha, arrumar o que os outros desarrumam, pendurar roupa, recolher roupa, mudar a areia os gatos e passar a ferro. Que tristeza, poça...

Amanhã

Amanhã quero um dia de sol bom, para passear com o Caixote e a Rosinha, para almoçar na casa da aldeia e ver a Rosinha correr toda contente pelo jardim, para ver umas montras, passear na praia ou no jardim.

Por isso São Pedro, não me f*das o esquema.

sábado, 2 de abril de 2011

O Domingo

Se para uma grande maioria da população da Tugolândia o domingo é o dia de ir à missa ou o dia do famoso passeio dos tristes (passeio pelas ruas da respectiva cidade, acompanhado de toda a filharada, pais e irmãos, onde se vêem muitas montras de muitas lojas fechadas e no qual não se compra nada, porque estão fechadas e porque não há dinheiro), na minha família o domingo sempre foi o dia da sorna.

É o dia em que nos pomos a pé tarde, tomamos o pequeno-almoço já por volta do meio-dia e almoçamos por volta das 14h. O almoço é sempre alguma coisa muito apreciada pelos elementos da família e encarregámo-nos de comer em quantidades maiores do que as recomendadas. De tarde vemos televisão, alternamos com uma ou outra soneca, chateamos um bocado os gatos, e é isso.

À noite aproveitamos para jantar umas sandochas (ao fim-de-semana à noite não se cozinha!) e ver um programa de tv qualquer (geralmente, um daqueles bem deprimentes). E é isto.

Não fazemos nada de especial, geralmente não vamos a lado nenhum, mantemo-nos por casa a fazer rigorosamente nadinha... Abençoado domingo!