sábado, 31 de dezembro de 2011

Dos porcos (sem ofensa aos de 4 patas)

Há um ano trabalhei numa loja durante uns tempos. Uma das colegas, com quem me dei muito bem, casou nesse ano. O marido dela ia muitas vezes lá à loja. Quando saí dessa loja (foi trabalho só de um mês), o marido adicionou-me no facebook. Até aí tudo bem, normal. Depois começou a meter conversa comigo lá - e claro que eu não sou estúpida e sei o que é que ele queria -, mas a conversa foi normal tipo "tudo bem? O trabalho vai bem?" e coisas do género. Sei que, de uma segunda vez que meteu conversa comigo no chat do facebook, me perguntou se eu tinha namorado e eu disse que sim e disse que ia trabalhar e fugi. Nunca mais me abordou.

Esta semana essa colega veio à minha loja comprar umas coisas, em dois dias seguidos. Ele veio com ela, e eu tudo na boa, e ele também, nem nos falamos porque afinal eu não o conheço de lado nenhum. Agora o porco, agora mesmo, veio ao facebook perguntar-me se estava tudo bem desde ontem, como é que ia a vida, como estava o trabalho. E eu vi - de novo - o que é que ele queria e disse que tinha de ir trabalhar. Ele despediu-se e disse "acho-te muito linda". Eu agradeci e disse que tinha mesmo de sair. Ele mandou meia dúzia de mensagens sem resposta e disse "Se calhar não devia ter dito isto. Linda". Eu disse-lhe que pois, não devia. Ele respondeu "E já agora porquê" e eu respondi "Porque se fosse o meu marido, ai dele que dissesse isso a alguém". E lá respondeu ele a dizer que era linda à mesma e eu disse "Tá bem, vou trabalhar, feliz 2012 para vocês os dois!" e pirei-me, deixei-o a falar no chat sozinho.

Se há coisa que me repugna é isto. Homens porcos, gente porca. Casou no ano passado e já está com estas coisas... comigo e imagino com quantas... e ela, parvinha e a rir ao lado dele, nem sabe nem sonha. Se fosse minha amiga e tivesse confiança com ela para isso, juro que lhe mostrava. Mas como não, limito-me a engolir o sapo.

Mas o que ele merecia era mesmo isso. Pior do que trair, é andar à caça para trair.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O meu 2011

Este ano foi, para mim, sobretudo um ano de grandes mudanças. Quando comecei o ano, não tinha emprego. Para conseguir ajudar com alguma coisa em casa, fazia promoções ao fim-de-semana, coisa que detestava mas sempre ia ganhando uns trocos. Depois de muito tentar arranjar emprego na minha área de formação, comecei a enviar curriculuns para tudo quanto era lado, incluindo lojas. Em Abril arranjei emprego numa loja. Se no princípio me entusiasmei muito, rapidamente passei a não gostar do que fazia, pois a pressão com as vendas era muito mais do que a saudável, era quase tortura psicológica. Mas adorava os colegas, com quem me ria muito e com alguns deles, assim acredito, formei uma linda relação de amizade. Em Maio fui viver junta com o meu Caixote, depois de vários meses a amealharmos o que podíamos. Temos uma casa bonita, dois animais terríveis, que só fazem asneiras, maus como as cobras mas muito, muito amados.
No Verão tomei a decisão de concorrer a mestrado na minha área. Contra tudo o que esperava, entrei num mestrado com apenas 15 vagas. Fiquei tola de felicidade, consegui o que queria e tive de me demitir do meu emprego, pois não era compatível com um mestrado no Porto. E decidi abrir a loja que há tantos anos queria ter, o meu mundo mágico, sem dúvida o meu Conto de Fadas.
A 14 de Outubro inauguramos a nossa loja. É a loja mais bonita de todas, com as coisas mais bonitas de todas... Não sei se fiz bem se fiz mal, só os próximos meses me dirão se a loja vai aguentar ou não numa cidade tão difícil como Viana, mas vamos acreditar que sim.
A 17 de Outubro comecei o mestrado. Depois de gastar 250 euros na propina e quase 300 em viagens e portagens num só mês, desisti. Não conseguia suportar as despesas e teve de ser. Neste momento, estou à espera da resposta ao meu requerimento para suspensão de matrícula (se for aceite, tenho de pagar mais 250 euros até amanhã mas mantenho a vaga; se não, tenho de pagar na mesma mais 250 euros e perco a vaga. Ele já foi recusado uma vez, penso que vai ser a segunda. Chulos.).
Já chorei muito em pânico com o que me pode acontecer aqui na loja, pois contraí uma dívida com um familiar meu e vou pagá-la, embora saiba que não me vai ser exigida nunca. Já desesperei. Já saí daqui muito feliz. Já me enchi de orgulho com os elogios que ouvi à minha loja. Já senti tudo nesta loja.

Se 2011 foi um ano bom? Pode-se dizer que sim... houve saúde, dinheiro para o essencial, não houve mortes na família (de admirar), não houve doenças graves. Continuo a ter amor, o que mais importa. Sim, foi um ano bom.

Estou pronta para 2012, traga ele o que trouxer.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sabem o que é a verdadeira tragédia? É o facto de eu, no espaço de três meses - em que saí do meu emprego anterior e ter aberto a minha loja - já ter engordado 5 quilos. Eu sei que os abusos desta época ajudaram, mas a verdade é que eu trabalhava como uma mula, andava sempre de um lado para o outro na loja onde trabalhava, e aqui estou quase sempre parada em frente ao computador. E, além disso, como tenho andado muito nervosa, estou sempre a comer - tal e qual um porco - tudo o que apanho e cai para os meus lados.

Isto é dramático. A partir de dia 2 entramos nos eixos, ai se entramos...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Eu explico...


Porque é que eu dou tanta importância a este blog, ao blog da loja, ao facebook da loja (onde passo o dia)? Porque, além de me ajudar a vender os meus produtos (e é disso que eu vivo), me permitiu conhecer pessoas maravilhosas, que me têm ajudado o mais que podem, com as quais falo todos os quase todos os dias e, como se já não fosse muito, ainda me mandam uns mimos deliciosos para ajudar à dieta! Ora cá estão umas boleimas, vindas directamente de Portalegre para a minha loja! Bem boas por sinal, não conhecia e gostei muito!

:-) Obrigada à F. por ser uma pessoa tão querida e que me tem ajudado e apoiado tanto!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Há gente tão egoísta neste mundo, tão sem vontade de ajudar os outros, que é uma coisa inexplicável. No caso concreto, é mesmo inexplicável. Burra sou eu, que ainda perco tempo... É que não há justificação, é mesmo só egoísmo.

Enfim. Hoje já estava muito bem disposta, ainda fiquei mais.

Do luto do amor


Acabei de dar este conselho a uma pessoa querida da blogosfera e isso fez-me pensar neste post. Por experiência própria, considero que a melhor forma de nos conseguirmos libertar de uma relação que já terminou e da pessoa que essa relação implicava é estabelecermos para nós mesmos uma data, um acontecimento ou uma dada situação para que essa pessoa "fique morta e enterrada" no nosso passado.

Eu estou há quase 3 anos e meio com o meu Caixote, e a verdade é que não poderia estar melhor (só com mais dinheiro na carteira). Mas, antes dele, tive uma relação muito forte de 3 anos com outra pessoa. Essa pessoa, de repente, porque discutimos por uma coisa parva (um par de cuecas), dali a dois dias disse que já não queria voltar para mim, que precisava de tempo, que já não gostava de mim da mesma maneira, que mil e umas coisas. Tratou-me super mal, ao ponto de me escurraçar via telemóvel como se eu fosse um cão com pulgas. Bem, adiante.... eu fiquei, feita parva, sem entender o que raio se tinha passado ali. Num dia ama muito, dois dias depois já precisava de tempo, apesar de me amar "mas não da mesma maneira" (disparate, ou se ama ou não se ama... não há meios amores, e hoje sei disso, aqui não há morno ou quente). Nós terminamos por volta de dia 1 ou 2 de Outubro e nunca mais, até hoje, trocamos uma mensagem ou palavra. Eu faço anos a 8 de Novembro. Impus para mim a seguinte meta, dado que até ali acreditava que ele viria atrás de mim dizer-me alguma coisa (porque sempre o fizera): se ele não me disser nada no dia dos meus anos, no dia seguinte vou chorar muito e vou enterrá-lo, deitar a caixa dos papelinhos e declarações de amor, juras eternas, prendinhas simbólicas, tudo no lixo. Nesse dia vou enterrá-lo.

Claro está que, como pessoa que já se estava cagando para mim, ele não disse nada. E assim fiz: no dia seguinte chorei e solucei como nunca o fiz na vida e peguei naquela caixa e foi tudo contentor do lixo comum e resíduos urbanos abaixo. Naquele momento libertei-me dele, vi que aquela relação tinha terminado para sempre, e fui embora em paz. Durante quase um ano estive apaixonada por ele e chorava constantemente, muitas vezes em silêncio, muitas vezes no mesmo café onde conheci o amor da minha vida em Julho seguinte.

Por isso aconselho quem está assim, nesta situação de esperanças na mão e sem saber o que fazer: estabeleçam uma meta, um ponto de chegada (e de partida) a essa relação que têm pendente. Imponham uma data ou uma situação concreta e, só até aí, mantenham a esperança. Depois disso, partam em paz para uma vida sem ele ou ela.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Das coisas que me irritam


Faz-me confusão o pessoal que vive à custa dos pais eternamente. Aquele pessoal que decide ir para a faculdade (um encargo brutal, sobretudo quando se muda de cidade!) tirar uma licenciatura, a seguir a isso resolve-se pelo mestrado, quiçá um doutoramento posterior e nunca lhe passa pela cabeça em começar, efectivamente, a dar ao sorelo e a trabalhar. Trabalhar cansa, né?

Conheço uns bons exemplares destas figuras, que não querem saber que os pais estejam a fazer sacrifícios imensos para lhes pagar a licenciatura, a seguir ainda vão para o mestrado (onde geralmente têm 2 a 3 horas de aulas em dois ou três dias da semana) e continuam sem trabalhar, a estudar à custa dos pais. Concluído o mestrado, porque trabalhar e fazer um doutoramento (e, sobretudo, pagá-lo) custa ainda mais, continuam a dedicar-se exclusivamente aos estudos e sem mexer uma palha, porque os pais ainda devem ter essa obrigação...

Finalmente, lá para os 30, 31 ou 32 começam a ponderar a hipótese de irem trabalhar e de desafogarem um pouco os pais. Se isto me irrita? Irrita, porque é egoísmo puro e duro. E não é isso que se deve aprender a ser na faculdade.

Depois do Natal

Tiveram um bom Natal? Eu tive meus amigos! :-) Comi como uma lontra e esta semana vou entrar - como se diz na minha terra - na lei do Xico do Brito... Já devo ter uns 5 quilos a mais só do fim-de-semana!

Hoje foi dia de regresso ao trabalho... e agora que eu já estava a entrar no ritmo da agitação, voltamos ao período das vacas magras e vai ser uma seca de novo, mas paciência, é a vida!

Depois do Natal fica aquela sensação de nostalgia de quem andou meses à espera do Natal e, de repente, o dia já se foi e agora só daqui a um ano. Pelo menos eu sinto isso... que tristeza pá.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Para começar este dia - que para mim é o mais maravilhoso de todos - quero desejar-vos um Feliz Natal, com muito amor, família reunida, fartura à mesa, se possível umas prendinhas, muitas cantorias, muitas brincadeiras, muitas histórias do ano que está a acabar... Aproveitem que este dia é realmente o dia da Família e temos de estimar a nossa, mal ou bem é a que temos e nunca sabemos o que o futuro nos reserva e quem estará cá para o ano. A minha família tem diminuído de ano para ano e os lugares à mesa (apesar de ainda sermos 10!) vão vagando, e não há nada que possa apagar isso.

Por isso, por favor, viajem com cuidado e aproveitem o dia! :) FELIZ NATAL pequenas caixinhas!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Do dia de hoje na loja

Deus fez-me desesperar durante este mês todo, chorar, ganhar cabelos brancos com o pouco que estava a fazer diariamente, só para hoje me fazer trabalhar como uma louca no meu Conto de Fadas e recuperar todo o dinheiro que já tinha a negativo desde o início do mês (sim, eu sou daquelas pessoas hiper organizadas que divide quanto se tem de fazer diariamente para atingir o objectivo mensal).

Por isso hoje eu sinto que, apesar de não saber o que o futuro me reserva e se o meu negócio vai vingar (o que duvido, Janeiro aproxima-se a passos largos e traz com ele um mês miserável...), tenho das lojas mais bonitas que podia ter, com os materiais mais bonitos de Viana inteira. Por isso também eu sinto o maior orgulho quando ouço "Parabéns pela sua loja, é maravilhosa", "Já fazia falta uma loja destas em Viana", "Parabéns pela coragem de abrir esta loja, não sei se Viana vai corresponder mas é linda". Obrigada a todos os que estão a tornar este meu dia fantástico!

Sabem o que é trabalhar com alegria? É isto.

Pampa Mia



Porque eu acredito que, quando as pessoas trabalham bem e fazem ou têm coisas bonitas devemos falar nisso, ajudá-las nos seus negócios e lutar com elas, quero publicamente dar os parabéns à Maria, da marca Pampa Mia (podem conhecer no facebook, é só pesquisar Pampa Mia), por me ter feito um colar especialmente para a minha pessoa, em forma de carrossel. Desde que abri a minha loja gosto ainda mais de carrosséis e de globos de neve, por isso resolvi pedir para ela me fazer um, que trago quase sempre comigo. :) É lindo, fino e único. :-)

Parabéns pelo trabalho!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Goucha e a Cristina

Todas as manhãs aqui na loja (tirando os momentos em que estou com muito trabalho ou tenho clientes, aí o que passa são as músicas de Natal), ligo a TVI no computador e vejo o Goucha e a Cristina. Aquela dupla é fantástica: a elegância de um com a descontracção da outra dão numa dupla que se diverte e que faz divertir. Não é um programa pseudo-deprimente, como o da Conceição Lino, mulher que me faz urticaria só de ouvir falar, sempre com pompa e circunstância.

É bastante mais agradável estar a ver tv enquanto faço os meus laços e trato dos envios pelos CTT, não acham? E às vezes alguns clientes até se põem a ver tv comigo, quando o assunto lhes interessa! :-)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Das cores


A Luciana Abreu - Floribella, para os amigos - é casada com o Yannick Djaló que é preto (não gosto de dizer negro, sorry. E digo preto sem qualquer ponta de preconceito, podem estar certos... sou branca, ele é preto, tudo normal e tudo igual). Isso é claro para todos nós que temos dois olhinhos que vêem.
Só que a moça deve querer mostrar que é tão relaxada quanto à sua diferença de cores (e porque não seria?) que passa a vida a dizer coisas do género em entrevistas:

- "Tenho de apanhar sol porque estou um copo de leite ao lado deste meu chocolate" (esta li agora)
- "Eu sou o leite e ele é o café"
- "Ele é o meu bombom de chocolate"
- "Ele é um doce, é mesmo o meu chocolate..."

Não tarda muito a moça está a dizer que o rapaz é o seu carvãozinho na lareira de Natal, ou o alcatrão na estrada da sua vida. Pára com isso pá, o rapaz é preto e tu és branco e o mundo gira e está tudo igual! Que mania estúpida!
Além disso, li há uns meses a rapariga dizer que ele a amava muito, ainda agora lhe tinha dado um porsche panamera... e a isso se resume o amor.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sou mesmo especial...



... sou tão especial que recebi não um, mas dois postais de Natal do Polar Post Crossing! Ai Ursa Ursa, alguém vai ficar sem postal sua tola!

Obrigada à Carla, minha amiga secreta. A tua frase foi tão simples mas deixou-me a sorrir, adorei o meu postal! :-)

Dos actos de amor

Fiquei impressionada com a reportagem do Você na TV, em que o programa e o LIDL se aliaram para oferecer cabazes de imensas coisas para a ceia de Natal a famílias pobres e em dificuldades. Fiquei arrepiada de ver a expressão daquelas pessoas a receber o bacalhau, o óleo, azeite, chocolates, algum vinho, ananás, o perú... coisas com as quais a maioria de nós nem se preocupa. Só pensamos nas prendas e no que gastamos com elas, mas a ceia de Natal já a temos por garantida e nem se pensa nisso. Todos os anos fotografo a nossa sala de jantar no Natal e é um absurdo de comida e de doces. São umas vinte sobremesas diferentes: arroz doce, aletria, leite creme, rabanadas, doce do céu, filhozes, bolo-rei, pão de ló... uma imensidão de comida!

E aquela gente chorou por receber comida para o dia de Natal. Feliz Natal a todos, ajudem quem mais precisa, comida não se nega a ninguém... muito menos no dia mais bonito do ano.