terça-feira, 17 de julho de 2012

Com o bom tempo vêm as caminhadas nocturnas. Ontem lá fomos nós acompanhados da cadela Rosinha pela cidade fora a caminhar, caminhar, cafezinho e caminhar... e que bem me sabe! Na volta para cima já me arrastava (e a Rosinha também, coitada...) mas não há nada melhor do que, depois de um dia de trabalho, espairecer um bocadinho.

Hoje não há caminhada porque a minha Avó (a que realmente interessa ser referida) faz 80 anos. Parabéns a ela, que está óptima para a idade e vai chegar aos 100, sempre com a família e muito amor à sua volta, como qualquer pessoa da idade dela deveria ter. :-)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Da força da família

Em minha casa sempre me ensinaram que os únicos que têm direito a falar mal de nós, da nossa família, dos que amamos assim daqui até à lua, somos nós mesmos, o nosso núcleo duro. De resto, ninguém, mas é que ninguém tenha o descaramento de me dizer que o meu irmão é um inútil ou preguiçoso, que o meu tio é um chato que diz sempre a mesma coisa, que às vezes a minha tia é meio venenosa, que a minha avó está a ficar meio croca, que a minha mãe tem surtos de maria-tola quando começa a discutir de repente, que eu sou antipática e tenho dentes tortos, que o meu namorado sabe ser um pain in the ass e, muito menos, que a minha irmã é isto ou aquilo.

Vou-me a eles. E eu sou muito mansa... mas não me queiram ver virada porque eu virada sou pior que o Marinho Pinto.

Pronto, não sou pior. É mau demais.

sábado, 14 de julho de 2012

Caixa - Conselheira de Moda

Talvez por ter uma mãe com um (muito) apurado sentido crítico, desde sempre aprendi regras básicas sobre o que é vestir bem e hoje sei que, apesar de os gostos serem relativos, me visto bem. Com mais ou menos dinheiro, sei o tipo de calças que me favorecem, o tipo de t-shirts ou tops adequados ao meu corpo e área peitoral, esse género de coisas.
Já aqui escrevi que me espanta ver gente sem a mínima noção do que deve vestir para o seu corpo sair favorecido... Calças de cintura baixa em senhoras gordas ou rechonchudas, não fica bem. Eu não sou gorda mas também não sou magra, pelo que só uso calças de cintura média/alta, para evitar pneus indesejados e desconforto.
Como também tenho mamocas grandes, não uso grandes decotes, pois um decote pequeno em mim já parece um grande e já chama à atenção. Portanto não há nexexidade... Como não tenho braços magrinhos devido a muitos anos de natação, é muito raro usar tops de alças ou sem manga. Uso todas as t-shirts com um pouquinho de manga ou aqueles abanicos laterais e a situação disfarça-se.

Nenhum de nós tem o corpo perfeito e cabe a nós mesmos sabermos disfarçar as nossas imperfeições e realçar os nossos pontes fortes. Por exemplo, sempre tive a coxa roliça mas umas pernas muito elegantes e bonitas ali da zona da meia coxa para baixo... como tal, não uso calções/saias curtos/as, mas sim um pouco acima do joelho ou por aí abaixo... mostro a perna mas não mostro o que não é o meu ponto forte, cappice

Nem era sobre isto que eu queria escrever. Eu vinha era escrever que não, já não está nada moda ir a casamentos com aqueles vestidos acetinados cheios de brilhos, pedras (falsas) e todos juntos. São horríveis, parem de usar isso!

Por hoje é só. Logo vou ao Santoinho, o arraial dos arraiais!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Da (in)justiça

Hoje entrei pela primeira vez num escritório de advogados para uma "consulta". Licenciei-me em Direito e nunca tinha estado num escritório de advogados para ser atendida, o que acaba por ser curioso...
Fui acompanhar uma amiga que recebeu em casa uma notificação de um importante advogado por causa de um acidente de carro que o seu pai teve há umas semanas. Foi um caso de acidente provocado por uma manobra perigosa (ultrapassagem em curva com linha contínua) de um de carro que fugiu e pronto. O pai da minha amiga, para evitar matar-se pois ia de frente para o tal carro na via contrária, foi parar à valeta várias vezes. Quando conseguiu sair de lá, foi de frente com a senhora que seguia na via contrária.
O pai da minha colega, apesar de não ter culpa, quis assinar uma declaração amigável e metia-se tudo ao seguro e acabou. Mas parece que a senhora não está convencida com o facto de o pai da minha amiga ter partido uma parte da coluna, ter de ficar 3 meses de cama, ter perdido parte da língua, ter ficado com o rosto desfigurado. Parece que ela ainda quer pedir indemnizações por danos morais ou lá o raio que parta, embora o homem não tenha tido culpa (e várias pessoas tenham testemunhado a fuga do outro carro mas, duh! , ninguém anotou a matrícula).
Adiante, não é isso que interessa.

O que interessa é que hoje percebi porque é que não segui advocacia nem nunca seguirei. Porque é incrível como, numa situação destas, podemos levar com um advogado arrogante, sem qualquer noção de delicadeza (ficou espantado por saber o estado do pai da minha amiga... nem sabia, disse que "se soubesse nem lhe tinha enviado essa carta", carta na qual o ameaçava de ir para tribunal se o homem - acamado - não apresentasse uns documentos em 5 dias), que de facto não se interessou em saber nenhuma outra versão que não a da sua cliente e que, portanto, parece estar interessado em chupar até ao tutano o pai pobre da minha amiga, porque não se devia ter desviado para a valeta para não morrer. E pronto, depois de entrar em despiste, foi contra outra pessoa, que basicamente teve danos no carro e uns arranhões (nem internada ficou, foi ao hospital e saiu logo; o pai da minha amiga este internado algum tempo no São João no Porto).

Atenção: como referi, ele disse que queria assumir a culpa com uma declaração amigável. A senhora negou-se e o advogado também. Ainda bem que nunca terei de lidar com isto.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tempestade

Como qualquer tempestade, também esta já passou... e agora a coisa está mais calma. Ainda não está "nos trinques" mas já consigo não me enervar logo, não bufar a cada palavra e falar num tom de voz normal. E ele também, agora é só "miminhos e muito amor". 

Anda meloso, meloso... e pronto, é isso. Diz que agora chegando a casa vai fazer o jantar para nós (uma nojice de bomba calórica que outro dia viu na tv) e que depois vamos passear. E lá iremos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nenhuma relação é perfeita e todas têm problemas. E nós estamos numa fase péssima. Alta discussão ontem, alta discussão hoje... é tudo a dificultar: o stress da loja, o desemprego dele, o dinheiro apertado, os queridos sogros que me põem maluca. Enfim.

Não tenho paciência para isto, juro. Já passei as passinhas do Algarve, não tenho mesmo paciência.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Do descanso


Chegamos agora a casa, depois de um longo dia de trabalho... hoje foi dia de receber mercadoria nova na loja, o trabalho foi muito, o tempo foi pouco, as arrumações não pararam. Quando os dias correm assim, chego a casa e só quero sentar-me, comer uma malga (vocês também dizem malga?) de cereais, passar uma ducha e ficar na cama a ver televisão.

Vai ser precisamente isso que vou fazer, mas claro que já recolhi roupa, pendurei roupa, pus roupa a lavar, tratei dos animais. Não estou com paciência para cozinhar, para arrumar, para secar e esticar o cabelo... nada de nada. Hoje vai ser só descanso.

sábado, 7 de julho de 2012

4 anos

Faz hoje 4 anos que, ao fim da noite, ele se ajoelhou e me pediu em namoro porque eu sou uma moça à moda antiga... Eu respondi que sim e responderia que sim hoje novamente, passados 4 anos, passados momentos tão bons e momentos péssimos.
Não seria cliché dizer que já passamos por muito, porque passamos de facto. A vida não tem sido fácil, há mais de um ano que vivemos juntos e não tem sido fácil mesmo gerir os problemas financeiros, alguns problemas familiares, algumas faltas.
Pegamo-nos muito mas somos felizes. Nós e os nossos três filhos animais: Rosinha, Rambo e Margarida.

Parabéns a nós amor. :)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

E como um azar nunca vem só...

Além do desemprego do Caixote, o carro que estava connosco há 3 meses (gentilmente cedido pelo meu tio, porque comprou outro) capuft, foi-se, junta da colaça parece e são sempre 500 a 700€... que bom, mon dieu, vou ali dar uns pulos de alegria por me correr tudo tão bem.

E é isto. Amanhã ninguém vai celebrar os 4 anos de namoro. Só se for em casa, parece-me.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Da sorte no amor...

... e azar no dinheiro.

Eu sei que falo muito em dinheiro mas é impossível não falar de momento. Com o Caixote sem emprego (nos últimos 10 dias esteve a trabalhar no sítio mas isso não conta, já termina no sábado), é complicado ver que entre ontem e hoje gastei quase 100€ em coisas para os animais, as despesas deste mês da loja são de bradar aos céus e ainda por cima o nosso bolinhas velhinho, dado pelo tio porque o nosso morreu no dia 1 de Janeiro, começou a deitar fumo e puff. Já está na oficina... oh sorte, oh sorte mesmo...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ao que isto chegou...

Acabo de ler no facebook, no mural de uma página de vendas, isto que vos vou mostrar. Atenção, quem escreveu isto foi uma croma que não a conhece de lado nenhum e que resolveu "oferecer" os seus serviços:

"Bom dia,

Queria propor-lhe uma pequena parceria que consta em eu publicar a sua página, os seus artigos na minha página para a ajudar nas vendas. 
De seguida apresento-lhe as minhas condições e a minha forma de trabalho.

5postes - 7,50euros 
10 postes - 15euros 
15postes - 20euros

Obrigada pela atenção.
Espero pela sua resposta."


Juro que, se me vier escrever isto a mim (geralmente correm as páginas todas), lhe responde "Que grande lata, não acha?". 

Tio

Parabéns ao melhor tio do mundo que faz hoje 59 anos! :-)

Por muito que tentasse explicar-vos, sei que não conseguiriam perceber porque é que ele é tão importante para nós. Mas, assim em breve resumo, é porque foi ele o nosso pai, na ausência do nosso. E porque continua a ser, sempre.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A Caixa faz serviço público

Como sabem, eu gosto de vos ver felizes. E portanto, mais uma vez, vos brindo com pérolas que encontrei no mural de facebook do Manuel Luís Goucha.

1ª: em resposta à pergunta no mural "E você, sabe qual o seu número de soutien certo?" (tiveram hoje no programa uma loja de lingerie a explicar como escolher um soutien direito), eis que uma senhora responde: "Qualquer um serve; como assim quando o tiro as mamas ficam descaídas na mesma, lol"

2ª: "Manuel Luís Goucha eu Adorava muito lhe fazer uma Massagem é que sou Massagista mas estou doente:s se quiser é só falar pelo Facebook sff ou responda para o meu Mail que é: aninha_guia07@hotmail.com". Em resposta à sua falta de resposta, ela ainda diz num comentário "Fico a espera Da sou Resposta Obrigada"

3ª: "bem eu vi o progama de ontem e nao gostei nada de quando o goucha e a cristina começaram a gozar com uma miuda que foi ao pedir nao custa e o goucha armado em engraçado começou a fazer gestos do tipo que a mae da miuda ou a miuda andava na droga e a cristina que e' uma grande professora -.-' começou a gozar com a forma que a miuda dizia "rainbow" olha linda professora cala a bouca antes de falares porque pelos vistos nao sabe falar ingles!!!! Ja' vi que a cristina tem a mania que e' a melhor de todos mas na verdade so' pisa os outros para se sentir melhor!!!"

4ª:"Isto da roda é tudo feito. Estou farto de ligar e gasto muito dinheiro e nunca da. E sempre a mesma coisa. No outro dia no Progama da tarde o novo, faltava 10 minutos para acabar o progama e ja nao dava para ligar e retiravam o dinheiro e ainda estavam a anunciar para ligar. Ja percebi aonde estes progamas vao buscar o dinheiro para dar"

5ª: "Goucha tem pendurado uma coisa no rabo ;)"

6ª: "Bom dia eu gostava de perguntar se podem vir a povoa de santa iria porque a minha avo precisa de uma televisão nova e que lhe arranja-sem os dentes obrigado.Gosto muito do vosso programa."

7ª: "Manuel sou teu ídolo!"

Oh pá, vejam... é que só visto mesmo!



Da ajuda aos outros

Porque, como tantos outros bloggers, recebi este pedido e não posso ficar indiferente:



" "Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de quimioterapia da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".
Lembro- me das discussões que temos tido acerca da preservação de células estaminais. Banco Público ou empresa privada? Se colocarmos no Banco Publico e aparecer alguém que precise, a nossa filha fica sem as suas células disponíveis. No Privado as células serão sempre guardadas para ela.
E a menina ali ao lado, a precisar de um transplante de medula. Não pode haver egoísmo na humanidade. Nem umbiguismo. Se a nossa filha fosse compatível, não hesitaríamos um segundo, sabemo-lo com o olhar, as palavras não são precisas.
E, finalmente, respondo "Sim, tenho uma (m)Ana na barriga!". Porque todos os bebés deveriam ser irmãos da menina.
A minha sê-lo-á."

domingo, 1 de julho de 2012

Dúvida

Hoje acordei doente, com olhos remelosos e toda ranhosa. Será que foi de ter estado na cama 11h?