No dia 7 de Julho, data do nosso sexto aniversário de namoro, fui pedida em casamento. A resposta já era certa e sabida há muito tempo para ambos, foi um sim sorridente e muito descontraído. Depois de respondido, continuamos a passear a cadela no parque da cidade.
Foi um pedido assim, descontraído e feliz, com direito a joelho no chão claro e com a cadela Rosinha ao lado a roer uma maçã verde que lá encontrou nas ervas.
Nunca fui daquelas mulheres com um desejo imenso de casar. Não sonho acordada com o meu dia de casamento. Gostava de me casar, por vários motivos que não interessa aqui discutir, mas a minha prioridade nunca foi essa. Foi sempre ter um carro próprio antes, uma casa própria antes e um filho antes.
Temos um carro, pronto. O resto há-de vir, com mais ou menos tempo, porque já aprendemos que não vale a pena estar a adiar os momentos felizes em busca das condições perfeitas. As condições perfeitas não existem.
Estamos muito felizes, mesmo muito felizes. Estamos numa fase de adaptação a grandes mudanças da nossa vida mas não podia estar a ser melhor do que está a ser. Depois conto-vos.


















