terça-feira, 21 de abril de 2015

Recuperar depois do parto

Eu engordei muito na gravidez: 22 quilos. Em 10 dias 12 quilos já tinham ido à vida, ficaram 10 a mais. Estava confiante que ia perder o resto facilmente, até porque estou a dar de mamar e ajuda imenso. Mas não, há mais de 3 semanas que não perco nem meio quilo. Estabilizei por completo e não saio deste peso!

Ontem mentalizei-me de que caso daqui a 3 meses (já menos) e que não quero fazer má figura dentro do meu vestido (que já está comprado há meses), portanto vamos lá começar a portar bem... Não posso fazer um regime rigoroso porque estou a amamentar mas posso tentar caminhar mais (embora já o ande a fazer todos os dias, não a grande velocidade porque levo o bebé comigo mas melhor que nada) e comer melhor. Por aqui agora almoça-se uma pratada de salada com frango, ou atum, ou carne assada desfiada pelo meio... e à noite come-se uma sopa mais qualquer coisa. Hoje vamos comer carne picada tipo bolonhesa com tomate grelhado no forno, amanhã mais sopa e vamos alternando assim para não enjoar da sopa à noite.

Tem de ser, eu não tenho abusado nada de especial mas está visto que assim o peso não vai embora. Também comecei a fazer umas sessões de pressoterapia, uma vez em cada 15 dias, para ajudar na retenção de líquidos que continuo a ter...

Espero até ao casamento perder os 10 quilos que faltam. Não é impossível, já o fiz há 2 anos e não me custou nada... agora estou mais parada por casa e tende a ser mais difícil mas tenho a certeza de que com esforço vou lá!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Desta coisa que é ter um filho

Os meus dias agora são passados assim: dar de mamar, mudar fralda, arrumar a casa, passar a ferro, passear a cadela e o bebé no sling de manhã, almoçar, dar de mamar e mudar fralda, passeamos pela cidade eu e o Miguel durante a tarde e vou à loja pagar contas e tratar do que há para tratar, depois o pai chega, dar de mamar e mudar fralda, banhinho ao bebé, banho aos pais (somos pais terríveis que deixam o bebé sozinho no quarto a dormir e vão tomar banho juntos), jantar, dar de mamar e mudar fralda, bebé dorme e os pais vêem tv e dão colo aos gatos e à cadela, depois mama de novo dali a 3h, dormimos, dali a 3h acorda e mama, dormimos, dali a 3h acorda e mama... e recomeça o dia!

Não me sinto extraordinariamente cansada, embora as noites não seja fáceis e eu passe o dia a limpar a casa, tratar dos animais e do bebé, a passar a ferro (como é que um bebé suja tanta roupa, tanta manta, tanta meia, tanta toalha?) e continue sempre a trabalhar online na minha loja, porque esse trabalho não delego. Sinto-me feliz e tranquila, felizmente não baixaram em mim os famosos baby blues e ando com energia. O bom tempo que agora chegou faz com que eu ande a caminhar pela cidade umas duas horas todas as tardes, com ele no carrinho, o que é bom porque apanhamos ar e porque eu quero recuperar o meu peso anterior rapidamente!

Tinha ganho 22 quilos e 13 já se foram, ainda faltam 9 mas com calma isto vai lá.

E o amor? O amor pelo Miguel cresce todos os dias. Eu não sei se sou uma pessoa estranha mas não olhei para ele e pensei ai é o amor da minha vida, a coisa mais importante que tenho, quem mais amo no mundo. Isso não aconteceu, não foi assim instantâneo, acho que isso é coisa de filme ou de quem quer exagerar as coisas. O amor por ele tem crescido todos os dias, é meu filho, e sei que nunca vai deixar de crescer. Passamos o dia juntos, converso imenso com ele, dou-lhe muitos beijos e mimos (coisa que em mim é extra especial porque não sou pessoa desses gestos), ralho com ele quando está a fazer birra (como é possível um bebé de pouco mais de 3 semanas já ter manhas?) e sim, já não me imagino sem ele. :)

terça-feira, 24 de março de 2015

O meu Miguel


Faz hoje 17 dias que o meu Miguel nasceu. Nasceu dia 8 de Março, dia da Mulher, às 9h15 da manhã. Estava eu a dormir quando, às 03h10, acordei com um baque doloroso na barriga... Pensei que me tinham rebentado as águas mas não: começaram as contracções. Dali a 4 minutos uma. Mais 4 minutos outra. Pus-me a pé, fui-me lavar, disse ao Caixote "está na hora", vestimo-nos e lá fomos nós para o hospital. Eu estranhamente calma.
As contracções começaram a ser cada vez mais fortes e mais constantes, entrei no hospital já com 4 dedos de dilatação e dali a uma hora já estava nos 9, naturalmente. O meu parto foi relativamente rápido, cerca de 4h deitada lá na cama... cerca de 1h de puxos e afins, às 09h15 saiu o Miguel por ali afora! Foi mesmo isto que senti, que coisa esquisita porque nem sentimos dor nenhuma no momento em que eles saem!

O parto foi normal com recurso a epidural e francamente o que me custou foram as contracções até à epidural fazer efeito, e manter-me sem me mexer um centímetro sequer quando me davam a epidural e eu cheia de dores... Depois disso estava calma, com a minha mãe ao lado e estivemos sempre a conversar. Não quis o Caixote comigo, ele é demasiado nervoso. Esteve sempre lá em baixo no hospital, junto com a minha irmã e restante família e uma grande amiga que apareceram por lá de madrugada. O Caixote fartava-se de enviar mensagens histérico à minha mãe a querer saber novidades e pronto, 09h15 saiu o nosso menino lindo, que é mesmo lindo e grande.

Eu portei-me bem. Não chorei e não gritei, estive sempre calada como um rato. Fartei-me de chorar quando mo pousaram em cima, não sei bem porquê mas pronto... O Miguel nasceu e começou a chiar. Durante minutos toda a gente se riu mas depois deixou de ter graça. Foi para a neonatologia e posso dizer-vos que naquele domingo, segunda e terça tive o meu coração do tamanho de uma ervilha. Sempre que o ia ver lá acima e o via todo entubado só chorava, mas felizmente passou. Nasceu com pneumonia congénita, esteve 10 dias a antibiótico e na passada quarta-feira teve alta. Está grande, forte e saudável, já nem me quero lembrar dos primeiros dias em que nos fartamos de chorar... está tudo bem, está saudável, estamos ambos bem. E felizes, muito.

Amanhã o pai faz 30 anos. Não podia haver melhor presente antecipado. :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Gravidez - o final


Fazemos 40 semanas este sábado. Julgo que o baby Miguel nasce antes. Nestas coisas da gravidez as coisas são mesmo imprevisíveis: de manhã fui a uma consulta de rotina, fazer CTG e vermos as contracções e movimentos. Só registou uma contracção que nem sequer senti. Pensei que estava tudo atrasado e pronto, ele ainda se ia aguentar mais uma semana ou assim cá dentro... Médico mandou-me passar no hospital e dizer que estava a sentir pouco o bebé (inventado) para me fazerem uma análise mais completa dado que desde as 31 semanas que não faço ecografia nem se verifica nada.

Chego ao hospital, espero quase uma hora, subo e volto a fazer um CTG mas agora mais longo. Registam-se muitos movimentos, quase nada de contracções na mesma. Vou a um médico, enfia a mão assim mesmo à descarada e sem pedir licença e solta um seco "está quase a entrar em trabalho de parto". Fico nervosa. "Tem dois dedos de dilatação, colo praticamente já inexistente, está mesmo quase a entrar em trabalho de parto". Não me informou mas, dado que me magoou e depois até sangrei bastante, parece que o que me fez foi aquilo que chamam de toque maldoso, em que rebentam uma membrana que vai acelerar tudo.

Estou com uma moedeira ao fundo da barriga, um desconforto de dor até. Suspeito que o baby Miguel não vai chegar às 40 semanas. Estou nervosa, muito nervosa aliás, mas muito feliz. Estou a trabalhar, amanhã já não venho trabalhar... e seja o que Deus quiser. :)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estrias - bitches!

Eu não sou politicamente correcta em muitas coisas e uma delas é em não conseguir ter o pensamento romântico e tantas vezes ouvido/lido: Tenho estrias mas são marcas que me fazem feliz porque é a prova de que o meu filho existe. Tenho estrias mas são bom sinal.

Nop, lamento. Tenho estrias por causa da gravidez e odeio, não me sinto de modo algum recompensada porque vou ter o meu filho, sinto-me triste com elas. Vou ter o meu filho, que há-de ser o melhor do meu mundo e do outro, mas continuo a sentir-me triste com isto. Nunca tive estrias, sempre gostei do meu corpo (sempre tive - e continuo a ter - auto-confiança) e neste momento tenho. Não é uma nem duas, são várias, bastantes até como diria a senhora dos apanhados da tvi.

Isto deixa-me desconsolada. Desde o início da gravidez que apliquei creme diariamente, religiosamente. Cremes bons e caros, aconselhados para a gravidez. Há uns 4 meses que nunca falho a aplicação de manhã e à noite: ora com o caríssimo Velastisa da Isdin, ora com o barral óleo de amêndoas doces que custa 19€ e me dura para 7 dias certos, ora com bio-oil, ora com óleo dr. organic, ora com vasenol, ora com ATL, ora com mustela 9 meses... Tudo quanto são bons cremes em corri! Nas últimas semanas decidi-me pelo creme gordo da barral com óleo de amêndoas doces e pelo bio-oil, por considerar que o creme gordo é de longe o mais hidratante de todos e porque consta que o bio-oil faz milagres em estrias que já apareceram.

O que é certo é que de nada adiantou. Toda eu estou tipo zebra, às riscas na barriga, nos flancos e no cimo das coxas. Eu sei que isto vai disfarçar muito, felizmente são muito fininhas e com o tempo talvez fiquem quase invisíveis, mas é triste ter investido uma fortuna de largas dezenas de euros por mês em cremes para nada. Conheço meninas que não puseram nada ou usaram nívea lata azul e não ficou uma estria para contar a história. E conheço outras que, tal como eu, se besuntaram com tudo o que há de bom e não se escaparam.

Um destes dias fiquei mesmo triste à noite, confesso que até chorei. Custa-me olhar para mim assim, embora como disse continuo a ter muita auto-confiança. Mas percebo que, numa mulher emocionalmente mais frágil ou instável, isto seja motivo para se deixar ir muito abaixo, especialmente no pós-parto em que não vemos o nosso corpo recuperar como queríamos.

Olhem, por hoje é isto. O Miguel sai da toca daqui a uns dias, fazemos amanhã 39 semanas. Não estou maravilhosa e bela de corpo mas estou com um cabelão e unhas fantásticas. Há que relativizar meus amigos, há que relativizar...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Gravidez - últimos dias

Quando engravidei nunca achei que fosse levar a gravidez até às 40 semanas devido ao ritmo de vida que levo (continuo a trabalhar 6 dias por semana às 38 semanas e picos). A semana passada tive consulta, estivemos a ver os movimentos do bebé e o médico disse que ele ainda ia demorar, aparentemente. Ontem a minha barriga descaiu imenso, portanto parece que afinal não vai demorar assim tanto.

Nesta fase temos tudo preparado lá em casa: está tudo comprado, as malas estão prontas há semanas, andamos todos os dias a arrumar a casa e não deixo, por exemplo, acumular roupa para passar a ferro. A cama de grades dele ainda não está montada, a minha família diz que dá azar! Não vá o diabo tecê-las, lá está ela encostada até ao dia em que o bebé nasça!

Após o parto, o Caixote tem várias missões: ir ao sótão buscar um tapete enorme que temos para colocar no sótão debaixo da cama de grades (e que actualmente não uso porque o meu gato Rocky, ceguinho, tem paixão por fazer xixi em tapetes), montar a cama de grades, fazer a caminha e pendurar os 353 penduricalhos que temos para a cama, ir buscar a banheira do bebé + tripé e colocar no WC, ir buscar a babycock e pôr-lhe a mantinha que a minha mãe andou a fazer em lãzinha... Já estou a imaginar o Caixote cheio de nervos em casa a tratar de tudo!

No início do mês vou despachar várias coisas porque nunca se sabe quando ele nasce: o Caixote faz anos dia 25 e já vou comprar a prenda, já vou escolher um mimo do Miguel para o Dia do Pai, comprar aquelas coisas que nunca podem faltar em casa (areia de gatos, comida dos animais, alguns enlatados), comprar coisas para a festa de anos do Caixote (vinhos, sumos, salgadinhos para fritar para entradas)... não sei como vai correr o parto e qual será a minha disponibilidade depois, por isso mais vale despachar estas coisas antes.

Falta-me apenas comprar uma mesa daquelas que se colocam ao lado da cama encaixadas para poder continuar a trabalhar online, sou uma stressada e quero tudo à minha maneira, essa parte vou continuar eu a fazer embora vá ter uma funcionária na minha loja.

De resto, ando a tratar de mim: no sábado fui pintar o cabelo e lá terá de se aguentar até Abril; esta semana fui fazer o meu gelinho, mas já transparente por causa do parto; fui fazer a depilação, etc. Estas pequenas coisas são essenciais para continuar a sentir-me bem, apesar dos quilos todos que tenho em cima. Depois do bebé nascer quero, quando puder, tirar umas horas a um sábado para fazer todas estas coisinhas!

E assim vamos: óptima, sem dores e cansaço nada de especial, apenas com noites horrorosas porque o Miguel tem um pé encaixado contra o meu pulmão esquerdo e não queiram saber as dores que isso me provoca quando me deito... um horror!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Está quase...


E foi assim, em menos de nada, que chegamos quase ao momento de ser Mãe. Estou grávida de 37 semanas + 4 dias, o que significa que em princípio em 2 semanas e picos ele está cá fora. Ontem foi dia de consulta e acredita-se que vou cumprir as 40 semanas e talvez passar, o que para mim é óptimo. Nada de sinais de contracções.

Nestas coisas sou muito prática: está previsto nascer a 7 de Março, a menina que vem trabalhar para a minha loja só começará dia 15 de Março, portanto agradeço que o Miguel se mantenha na toca até essa altura. Depois que venha, grande e com saúde, que os pais estão ansiosos por conhecê-lo!

Ele tem recebido tantas e tantas prendas que o armário mamarracho que comprei, com 2.20mt de altura e 1.20mt de largura, está completamente cheio de mantas, lençóis, roupinhas, sapatinhos, interiores, brinquedos, fraldas, cremes, babetes, livros... Vai ser um mimado do pior, tenho a certeza! Que Deus me conserve o juízo e me faça dar-lhe uma boa educação, é o que me interessa (todos sabemos que há mulheres que são mães e parece que perderam meio cérebro no parto). Amor vai ter que chegue e que sobre.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

1 mês


Falta um mês para a nossa vida mudar. Não tenho andado particularmente nervosa com isso, tirando o facto de estar preocupada com a situação da loja e como vou organizar as coisas. De resto, temos tudo comprado e pronto: os saquinhos da maternidade, a roupa dele toda, as coisas para a caminha (ainda não está montada sequer, a minha família insiste que dá azar), ontem até já colocamos a cancela de segurança na porta do quarto que mais tarde servirá para ele não fugir por ali a fora mas para já servirá para os meus animais não estarem sempre em cima dele quando eu me ausentar do quarto.

Já engordei imenso! Não estou muito preocupada, por acaso tenho uma barriga muito bonita e espetada para a frente... Mas estou com muita retenção de líquidos nas coxas e nas costas, já sinto a cara um pouco mais inchada... O cabelo e as unhas têm andado fortes e impecáveis! Estrias? Bem, já apareceram, infelizmente.

Tenho tido sempre muito cuidado com os cremes e a hidratação. Bebo cerca de 2lt de água por dia e ando a usar creme gordo vasenol e o caríssimo velastisa da Isdin. Não tem adiantado de muito porque nas laterais e fundo da barriga já me apareceram umas estriazinhas... Por acaso acho que vou ter sorte porque são muito fininhas e estranhas, parecem umas pintas, acho que vão disfarçar bem! De qualquer forma esta semana já vou retomar o creme gordo barral com óleo de amêndoas, para mim sem dúvida o mais hidratante que usei. Deixei de usar porque não aguentava usá-lo no calor, dado que é tão gorduroso que espalhá-lo e ficar com aquela sensação no corpo era horrível... Além disso, ao contrário do que algumas bloggers têm dito (publicidade, pois... uma mentirinha aqui e outra acolá), aquilo mancha a roupa toda. É mega gorduroso e é impossível não manchar! Como já sei disso, agora quando o voltar a usar vou já utilizar sempre com 2 ou 3 camisolas de interior que no final irão directamente para o lixo... O preço a pagar para usar um creme que, sem dúvida, é fabuloso!

Também vou comprar um óleo que me aconselharam da Dr. Organic, disseram-me que faz milagres nas estrias mesmo após terem aparecido. Não duvido porque é à base de vitamina E que ajuda imenso na elasticidade da pele. Pelo que vi, vende-se na loja Celeiro e custa 13€ e picos.

De resto, a gravidez vai óptima. Sem enjoos, sem azia, as minhas enxaquecas constantes desapareceram... uma maravilha!


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Desta coisa de ser quase Mãe

Chegamos às 34 semanas no passado sábado. O Miguel está preparado para sair, com  a cabeça mesmo lá em baixo e pés cá para cima. Já está assim há umas semanas, diz que está forte e bem preparado para vir ao mundo!

Ontem não o senti o dia todo. Costumo senti-lo constantemente, a pontapear ou a pressionar, e ontem nada... À noite, pelas 23h, começamos a ficar preocupados e resolvemos ir ao hospital, just in case, e acreditem que somos muito relaxados e daqueles pais na boa, sem macaquinhos na cabeça...

Estava tudo bem, é o que importa! Não se passava nada, ele até estava a movimentar-se muito mas eu não sentia (hoje, por outro lado, ainda não parei de o sentir). Mas posso confessar que quando me sentei na cama para me vestir para ir ao hospital pus-me a pensar na perspectiva de o perder agora e deu-me uma vontade de chorar enorme. Ele já é muito grande, está tudo preparado para ele, já fazemos planos para a nossa vida com ele, temos as roupas, a caminha, o espaço dele já muito bem definido... Perder um filho durante a gestação é sempre doloroso, mas nesta altura roçaria o insuportável.

Felizmente está tudo bem.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A Gravidez - quase 33 semanas

E assim, num tirinho e sem saber bem como o tempo passou tão rápido, já estou quase a ser mãe! Este sábado chegamos às 33 semanas, fortes e saudáveis.

Fortes é a palavra para ambos, no sentido de fofos. Eu já somo 16 quilos a mais. O meu rapaz às 31 semanas já tinha 2 quilos, o que segundo a enfermeira e médica que fez a ecografia significa que está grande e gordinho, com um percentil acima da média (ou seja, maior/mais pesado que 81% dos bebés na mesma fase). A enfermeira diz que isso é muito bom (desde que não em exagero) porque se nascer antes do tempo já não há qualquer problema. 

Eu farto-me de comer, não admira que já tenha engordado tanto! Mas não estou preocupada... Pode ser que tenha a sorte de sair à raça da minha mãe: quando engravidou do meu irmão, engordou 20 quilos. Mas no dia a seguir ao parto tinha menos 13 quilos porque entre ele (3.900gr) e a tralha toda que sai de cá de dentro tinha um peso descomunal. Pode ser que grande parte dos meus 16 quilos seja bebé + tralha à volta dele. Não estou preocupada, sei que estou com muita retenção de líquidos, noto isso na minha cara, coxas e sobretudo costas. Mas fico feliz porque toda a gente diz que não se nota nada que engordei isso e que só ganhei barriga... Eu sei que é por simpatia, mas como há gente que às vezes é tão exageradamente honesta/desagradável, fico feliz que me digam estas coisas. 

Quando ele nascer, entre amamentação e preparação de tuuuudo para o casamento, consigo emagrecer. Tenho a consciência de que não emagreço porque como muito; então quando corto na comida, emagreço bem. Assim será depois de o bebé nascer... Até lá vou comendo, até porque estou com anemia e ando sempre com fome.

De resto, já tenho quase tudo preparado. Esta semana vou acabar de comprar as coisas para a malinha de maternidade e comprar a roupinha de cama para ele, fica tudo comprado e preparado. Estamos fartos de gastar dinheiro e quando ele sair cá para fora será ainda pior... Mas bem, é pela melhor causa do mundo.

Ah. Outra coisa. Tenho 4 animais e ainda nenhum se apercebeu que estou grávida... Temo que não sejam muito perspicazes.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015


Tenho a certeza que 2015 será o ano mais importante de sempre. Também sei que será um ano de enorme mudança e (custosas) adaptações. Sou uma pessoa de rotinas e de planos, daquelas que gostam de controlar tudo. Quantas vezes vamos a caminho de casa e estou a ordenar "chegando a casa vais limpar a areia dos gatos e dar-lhes de comer, eu vou pendurar a roupa, pôr mais a lavar, depois trato do jantar, passar a ferro, depois banho e mimimimimimi"... Gosto de programar tudo, isso foi bom enquanto durou porque acho que a partir deste ano essa programação vai ser deixada de lado.

A partir de Fevereiro o meu bebé pode nascer. Está previsto o parto para 7 de Março mas a verdade é que, devido ao ritmo de vida que levo, duvidamos que lá chegue. Em Janeiro vou tratar da malinha da maternidade, já temos tudo o que é necessário para os primeiros tempos.

Em Julho caso-me. Faremos casamento e baptizado. Nunca fui daquelas mulheres que sonha com o dia do seu casamento mas para nós agora é um passo que (nos) faz todo o sentido. Já escolhi o vestido, simples e maravilhoso, como espero que seja o meu casamento e baptizado do bebé Miguel: simples e maravilhoso, com apenas umas dezenas de pessoas, toda a gente se conhece, com comida boa e muita alegria! Casaremos um dias depois de termos completado 7 anos juntos.

Depois do Verão tencionamos mudar de casa. Vivemos num T1 que adoro, numa localização que não quero mesmo trocar por outra (vir a pé para o trabalho é uma enorme vantagem) mas sabemos que a dada altura um T1 vai deixar de nos chegar. Sobretudo porque já somos 2 humanos lá em casa mais 4 animais, e passaremos a ser 3 humanos mais 4 animais. Também tenho muita vontade de montar o quartinho para o nosso filho (nunca lhe chamo isto, ainda acho estranho) mas para já não dá porque não temos quarto para ele. Tudo a seu tempo, para já vai dormir connosco e vai....

Uma das coisas que mais me tem atormentado nisto da maternidade tem sido - e desenganem-se se acham que é o filho em si - o que vou fazer com a minha loja. Eu trabalho sozinha e a perspectiva de ter de me ausentar 4 meses da loja até me provoca comichões... Tenho direito a baixa, o valor até é jeitoso porque desconto todos os meses uma boa maquia (é por isto que os ENI não se devem pôr a descontar sobre um ordenado mínimo... eu desconto sobre bastante acima disso: pago mais mas nestas situações recebo bastante mais) mas tenho de estar fora da loja. Claro que posso ir aparecendo por lá, deitando um olho, tratando de papelada, mas não posso estar a trabalhar. Vou ter de contratar alguém, provavelmente só a meio tempo porque o bebé nasce numa altura do ano em que as vendas são fracas e acho que não se justifica a pipa que tinha de pagar a um full-time entre salário + descontos (35%!!!!). A perspectiva de ter alguém no meu cantinho, na minha loja, a atender os meus clientes, a ter de me receber as minhas encomendas, a tratar de tudo... aiiiiii, faz-me impressão! Sou muito metódica, tenho muita dificuldade em delegar funções, e isso sim anda a tirar-me o sono. Mas em Janeiro trato disso. Isto da baixa é tudo muito lindo... só que não. Bem sei que todo o tempo que passe com o meu bebé vai certamente saber-me a pouco, mas é complicado gerir isso quando somos donos de um negócio em que somos nós que fazemos tudo e queremos ausentar-nos o mínimo necessário.

De resto, desejo a todos vocês um fabuloso ano de 2015! O meu vai certamente ser um ano muito especial e feliz, onde a vida nos vai compensar com o nascimento do Miguel pela enorme perda familiar que sofremos este ano. Já vos contei que engravidei 3 semanas depois de perder a minha avó e que acredito piamente que foi ela que o enviou?

Feliz Ano Novo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Presentes de Natal


Falta menos de uma semana para aquele que é, para mim, dos dias mais felizes do ano (senão mesmo o mais feliz)! Por aqui tem havido muito pouco tempo para passeios porque estou a trabalhar 10h por dia, 7 dias por semana... Mas não me posso queixar porque ao menos tem havido trabalho! Tento terminar as compras de Natal nos bocadinhos de tempo em que a minha tia ou o Caixote estão aqui na loja comigo e lá vou eu pelas ruas a fora, naquele friozinho bom com sol que tem estado em Viana, procurar os presentes para aqueles que amo. E se é muita prenda senhores!

Este fim-de-semana vou dedicar-me a embrulhar tudo. Tenho uma grande cisma em oferecer presentes em sacos agrafados, esse conceito de embrulho é ridículo. Lojas que acham que isso é embrulhar o que quer que seja deviam ter vergonha. Não me falem em falta de tempo porque trabalhei numa loja que faz parte de uma grande cadeia e os embrulhos eram em envelope fechado, daqueles que já estão feitos e basta tirar a fita adesiva e fechar. Não eram de nenhuma beleza estonteant mas ao menos eram um embrulho decente!

Dizia eu que como não gosto de embrulhos em sacos agrafados, trago tudo para a loja (aqui tenho a minha bobine de papel gigante, fitas, laços e etiquetas à mão) e embrulho um a um, etiqueto com o De e o Para, volto a meter na saquinha e fico toda contente com esse ritual.

Eu sei que na minha família se exagera nos presentes. Cada um de nós dá um presente a cada um dos outros. Se somos 11 em casa, dou presentes a 10 pessoas. É muita prenda, muito dinheiro que se gasta! Sobretudo porque estamos a falar de pessoas que efectivamente não precisam de nada. Depois ainda tenho família que não não passa a noite connosco (a do Caixote), algumas amigas e algumas clientes especiais que se tornaram muito queridas para mim e às quais faço questão de dar um presente. Nisto já somo mais de 20 presentes...

Adoro dar prendas. Adoro escolher a prenda para cada pessoa, pensar com calma no que havia de gostar e/ou precisa, fazer a lista. A parte mais chata é a parte do orçamento, devo confessar que uma coisa é dar prendas a 3 ou 4, mas quando já são perto de 25 pessoas não dá para oferecer prendas caras! No entanto, o que importa é escolher com carinho. As pessoas que recebem ficam sempre felizes. É sinal que foi bem escolhido. E eu fico muito feliz. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A 20 dias do Natal


A época de Natal é sempre a mais feliz do ano para mim! Na minha (cada vez mais pequena) família o Natal é uma época de imensa alegria, entusiasmo, reuniões à mesa, bolos, doces, figos secos, pinheiros farfalhudos, muitos chás todos juntos, listas de presentes, dezenas de prendas em volta da árvore na Noite de Consoada mas sobretudo muito amor!

Faltam apenas 20 dias para o Natal e a maioria dos presentes que tinha para comprar já estão comprados. Na segunda-feira fechei a loja (última folga antes do dia de Natal) e rumei ao Porto com a minha mãe e minha irmã e, numa maratona das 9h às 00h, corremos as ruas do Porto, conversamos muito, comemos francesinha e outras coisas boas, fizemos muitas compras para a família e despachamos muitos presentes. 

Como trabalho 7 dias por semana nesta altura do ano, fica difícil ter tempo para comprar presentes... Sobretudo porque evito mesmo comprar em centros comerciais. Se já era completamente fã do comércio de rua antes, desde que abri o meu negócio ainda mais. Tento mesmo comprar em lojas de rua e entregar o meu dinheiro a quem efectivamente precisa e não a grandes cadeias trilionárias. São opções, eu gosto assim e quem me tira os passeios nas ruas, com as luzes, os cheiros, o passo apressado e aquele friozinho bom, tira-me parte da magia do Natal!

Mas bem, já só me faltam alguns presentes... Eu não sei quanto a vocês mas na nossa família continuamos a oferecer presentes a todos. E só lá em casa na noite de Natal somos 11 pessoas. Depois tenho o meu pai e respectiva família (pais divorciados), família do Caixote (que não passa o Natal connosco, por opção deles e com pena nossa), dois ou três amigos... enfim, é muita prenda mesmo! O que vale é que já me previno antes para esta época, junta-se um bocadinho daqui e outro dali e, mais barato ou mais caro, damos presentes a toda a gente. O tempo de presentes de 50€ a toda a gente já lá vai, agora continuamos a dar coisas giras e úteis mas muito mais baratas! Toda a gente fica feliz na mesma, e graças a Deus nenhum de nós precisa de nada (o que é diferente de querer muita coisa): Confesso que me estico mais no orçamento com o Caixote, a minha irmã, a minha mãe e o nosso bebé claro, que este ano o presente dele dos papás vai ser uma cestinha de utilidades. De resto, tenho um plafond para as prendas e divido pelas pessoas.

Posto isto, ontem finalmente fizemos o nosso grande pinheiro em casa! Tem uns 80cm, pobrezinho e foleirinho, mas teve de ser assim porque com 3 gatos e uma cadela doida não vale a pena sequer colocar no chão. Optamos por colocar na cómoda da entrada de casa, que tem mais de 1.10mt de altura e  eles não chegam. Não esquecer que dois dos meus gatos são cegos e não trepam, por isso só poderia ser uma gata a chegar lá. Mas a nossa Margarida é uma lady -o único dos meus animais que é bem comportado - e por isso não me preocupo nada. Está linda a entrada, com boneco de neve, pinheiro e presépio!

sábado, 22 de novembro de 2014

A Gravidez - Parte VI

Chegamos hoje às 25 semanas. Não faço ideia como já passaram 20 semanas entre o dia em que descobri que estava grávida e o dia de hoje, mas o que é facto é que passaram. Já aqui disse que tem sido a gravidez mais tranquila de sempre, sem enjoos, sem azias, sem dores, nada. Na semana passada tive dores durante 3 dias, vá, mas penso que foi ali qualquer bolha de ar que se acumulou na barriga e passou.

Ontem apercebi-me de que fiz a minha lista de presentes de Natal e me esqueci de ti, Baby. Não leves a mal, é que ainda estás dentro de mim e esqueço-me, sou um bocado desligada nestas coisas! Quando fiz a lista de convidados para o casamento/baptizado também não contei contigo. Chicoteiem-me!

No entanto, já escolhi o presente para ele: este Natal vamos fazer um cestinho cheio daquelas coisas que são mesmo necessárias e que todas juntas somam uma boa maquia, tipo biberão, tetinas, termómetros, cremezinhos... Essa vai ser a prenda dos pais para ele. O resto da família dá o que entender, as coisas grandes estão compradas agora faltam estas coisinhas mais pequenas.

E assim vamos. Tenho vergonha de assumir quanto já engordei. Foi muito mesmo. A enfermeira já ralhou comigo e disse que tenho a sorte de não se notar que já engordei dessa forma porque deve estar bem distribuído e não estou inchada, nem na cara... Logo vou às compras e vamos comprar legumes para fazer sopinha, o jantar tem mesmo de ser alterado porque se regresso à consulta dia 10 ainda com mais peso em cima a mulher ataca-me!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O novo Mundo das Mães

Estou grávida de praticamente 25 semanas. Ainda não me sinto Mãe, não posso mentir a dizer que o sinto. Sentirei, com toda a certeza e amor inerentes, certamente no dia em que o meu rapaz nascer. Para já, sinto que estou grávida, muito feliz e meio balofa, mas não me sinto Mãe.

Faço umas festinhas na barriga à noite, quando estou na cama. Dizem que nesta altura eles já gostam de sentir isso. Não tenho o hábito de falar com ele, também ainda não o ponho a ouvir música. No fundo, acho que estou a viver isto de acordo com a pessoa que já era e não deixei de ser, muito pouco expressiva em termos de afectos mas que os sente mais intensamente do que a maioria.

O meu bebé vai mudar isso, tenho quase a certeza que vou tornar-me uma pessoa de mais abraços e beijos, mais demonstrações. É normal, com os nossos filhos é sempre assim. A minha mãe não é, de todo, uma pessoa de beijinhos e abraços e connosco é, no entanto sem grandes festanças: é a melhor mãe do mundo. Costumo dizer que só sou meiguinha com os animais, e é um facto. Passo o dia aos beijos e abraços a eles e encho-os de nomes carinhosos e parvos que não lembram a ninguém nem fazem sentido.

Por falar nisso, sinto-me profundamente desenquadrada num grupo de grávidas online que frequento. Todas se referem aos seus bebés, entre outras coisas, como piriquito, pipoquinha, nuvenzinha, pilinhas, pachachinhas, patareca... Eu chamo ao meu baby boy ou bebé.

Isto do mundo das mães, especialmente das grávidas... Digo-vos, é dose!