terça-feira, 12 de agosto de 2014

Da Vida


Hoje quando liguei a televisão a primeira notícia que vi foi a da morte, por suicídio, do famoso actor Robin Williams. Fiquei uns bons 15 minutos a pensar naquilo, em como de facto quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro e como aquilo que esperamos que os outros sintam, atendendo ao que  - supostamente- conseguiram na vida, nem sempre está perto da realidade.

Um actor famoso, provavelmente riquíssimo, com filhos, família e alguns amigos com certeza. Isso, essa riqueza e essa fama, não o afastaram de uma profunda depressão que acabou por cair no pior dos desfechos. Quantas vezes (ontem foi um desses dias) me sinto triste porque o trabalho nem sempre corre como eu quero, porque gerir um negócio próprio é absolutamente cansativo e consome-nos (são 6 dias por semanas, há 3 anos, sem direito a férias), é um stress constante, são contas para pagar dia sim e dia sim, são preocupações sem fim. Mas, depois dessa fase meio depressiva que se me dá de vez em quando, penso que tenho tudo o que preciso para ser feliz: uma família pequena mas maravilhosa, um companheiro que me ama acima de tudo, os meus patudos que só me dão alegrias, uma casa confortável, um carro jeitoso, não me falta absolutamente nada de essencial e vou vivendo, com menos viagens ou mais viagens, menos compras ou mais compras, mais ou menos luxos, mas vou vivendo com tudo o que necessito.

Isso não deveria bastar? A cabeça é um lugar muito complicado.

9 comentários:

Ana das Pontas disse...

Eu continuo a achar o suicídio uma valente covardia. O que custa é continuar a viver, pois claro, morrer é fácil.

Conto de Fadas disse...

Ana, eu não tenho essa opinião. Acho é que, se as pessoas pensassem um bocadinho mais de forma consciente, pensariam na desgraça em que vão deixar os seus familiares... Uma morte é uma morte, uma desgraça sempre, mas acho que para a família não há pior morte que um suicídio. Tenho um caso muito próximo que foi vítima de uma desgraça dessa e consigo ver os cacos que nunca se colaram anos depois.

Phil disse...

Que noticia tão triste...

Phil disse...

Que noticia tão triste...

O Chefe disse...

?

Conto de Fadas disse...

O Chefe, ? :)

B* disse...

Ana, desculpa a frontalidade,
mas cobardia, é ter opiniões desse género,
nada fundamentadas. Efetivamente viver é bem mais difícil que terminar com a vida (embora não possa falar por experiencia própria), mas acredito que quem chega a esse limite, deve estar num sofrimento impossível de aguentar. Lamento que ainda haja pessoas insensíveis a isso.

Sónia RM disse...

A depressão é muito complexa :(

Conto de Fadas disse...

B*, há alguns anos eu também achava que era um escape fácil. Entretanto a vida levou-me a pensar que há tantas coisas por detrás de um suicídio... A depressão é uma doença que não compreendo, porque nunca lidei (haja Deus!!!), mas infelizmente cada vez mais me convenço que é uma coisa real. Ainda hoje recebi a notícia do suicídio da mãe de uma pessoa conhecida. Uma senhora com marido e filhos e aparentemente tudo tranquilo. Já não entendo nada disto, é demasiado mau.

Sónia RM, se é. Tanta gente a sofrer do mesmo... Algumas pessoas que nunca pensamos que fossem vulneráveis a... Se é.