quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A traição.


Tenho lido vários blogs que andam a falar muito em traições. Concluo que devo ser um ET que caiu na terra há 21 anos porque, quando namoro com alguém (e os meus namoros não são propriamente de um mês, sou dada a namoros longos!), não tenho o hábito de andar a olhar para o lado.
Claro que não fico cega quando começo a namorar, sei ver quando um homem é bonito e não ando a tapar os olhinhos quando passo por um, mas quer dizer... daí a ficar cheia de vontade de lhe saltar para cima... Pá, não me acontece!
E não posso dizer que nunca traí na vida, porque traí. Tinha 15 anos e foi uma vez. Uma palermice, mas aconteceu. Não aconteceu assim do nada, foi com uma pessoa de quem eu gostava muito há anos, e foi no início de um namoro super estúpido nos primeiros tempos. Quando se é canalha faz-se destas coisas!
Agora que sou adulta, que já sei o que quero da vida e não faço os disparates próprios da adolescência, desculpem lá aos corneadores, mas acho ridículo trair. Claro que todos nos podemos apaixonar por outra pessoa e ninguém tem culpa disso, mas quanto a isso o remédio é óbvio...
Quando já não se gosta, pula fora; quando não está contente, pula fora; quando se é casado e tem filhos e não quer fazer os filhos sofrer devido a um divórcio, pula fora na mesma (por experiência própria, fazem sofrer menos assim); quando já apetece dar uma queca com a colega do escritório ou o colega do escritório, isso já não é nada bom sinal, e pula fora. O namoro ou o casamento não são amarras. São laços que se podem desfazer. Ó pra mim tão metafórica!
Mais vale separar antes de fazer asneira do que fazê-la e passar a não ser digno de mais qualquer respeito pela pessoa com quem partilhamos a vida durante meses ou anos.

4 comentários:

MissGummyBear disse...

Mais consideração ainda :b Faço minhas as tuas palavras.

Ana disse...

:)

margarida disse...

Eu nunca traí, e embora não se possa dizer desta água não beberei, acho que seria completamente infeliz o resto da vida se o fizesse. No outro dia, ao conversar com uma amiga falávamos exactamente disso. Eu acho que é uma questão de carácter e personalidade. Outros acharão diferente, claro. Não percebo o que leva alguém a trair, nunca nunca.

Ana disse...

Pois nem eu... Mas que não podemos dizer "nunca", isso não, porque há tanta coisa envolvida...

Agora a traição de que falo é daquela traição física, só porque sim, só por dar uma, só por uns amassos. Essa, meus meninos, não tem desculpa!