sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ui.

Se vocês imaginassem como me está a correr esta época de exames...
Não falho uma...
Negativa.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Casamento homossexual

Hoje de tarde estive mais de uma hora a ver o debate acerca do casamento homossexual que deu na RTP2, no Programa Sociedade Civil. É incrível mas, expliquem-me como se eu fosse muito burra, o que é que há para discutir?
São duas pessoas. Duas pessoas que se amam e querem casar. Querem formalizar um compromisso e daí derivarão direitos e deveres inerentes ao casamento. Duas pessoas. Não interessa se é um homem e uma mulher, um homem e outro homem, ou uma mulher e outra mulher. São pessoas, antes de mais e acima de tudo.
Não me afecta em rigorosamente NADA o facto de casarem. Mas afecta-me o facto de não poderem casar e, por esse motivo, estarem a ser discriminadas.
É o chamado direito a constituir família. É o direito à igualdade. É o direito à não discriminação. Tudo isto está aqui a ser posto em causa porque meia dúzia de pessoas embirraram que lhes faz comichão os homossexuais poderem casar.
A questão é que não são "os homossexuais que querem casar". São sim "duas pessoas que querem casar". Pessoas, antes de mais e acima de tudo.
Por isso, deixem-se lá de merdices e parem de embirrar. Costumo dizer sempre que não façam aos outros o que não querem que vos façam. E eu nunca faria isso a um filho meu, nunca o quereria ver com os seus direitos restringidos por ser homossexual; nunca o quereria ver a ter de lutar tanto para ter os mesmos direitos que os heterossexuais. Queriam que fizessem aos vossos?
São tudo pessoas. E não estamos a falar de sexo. Estamos a falar de amor. Homossexualidade não é levar no rabo (senão haveria por aí muito boa gente assim). É amar outra pessoa do mesmo sexo. Parece que há quem não entenda isso.
Casem para aí. Sejam felizes.

Nova hibernação.

Pois é, parece que estou novamente em época de exames. E desta vez isto parece não estar lá muito famoso... Quando chegar ao fim logo vos digo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Remake.

Há já quase um mês que não punha cá os pés. Acabaram as aulas, começaram as férias, meteu-se o Natal, meteu-se o ano novo, meteram-se (à força) os exames.
Entretanto concluí que, mesmo com toda a gente a dormitar ainda antes da meia-noite, continuo a viver o Natal como se tivesse 6 anos (porque aos 7 descobri que o Pai Natal era o tio, quando cheirava igual a ele; ou a tia, quando usava por debaixo do fato uma camisola igual à dela; ou o pai, que ia sempre cagar quando o Pai Natal estava a chegar).
Além disso, o primeiro exame foi feito esta semana. Correu mal. Correu mesmo mal. Fica para exame final, claro está!
Ontem fiz um ano e meio de namoro. Com o melhor namorado deste mundo e do outro. Do mundo ET também.
A mãe já não coxeia, já está aí para as curvas.
O Tobias anda com o cio e não se cala de noite. O Fred ondem levou uma coça. E o Figo continua mijão.
O meu irmão tem carro novo. É um carro de rico. Ele é pobre. Who cares?
De resto, está tudo na mesma... como a lesma...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pedido.

Querido Pai Natal,
Procura uma bolsa cinzenta escura, ou castanha ou bege de preferência, para mim. Estou farta de procurar e nada.
PS: A última que eu vi e gostei, tu vê lá, a minha irmã e a minha mãe ficaram com duas iguais...

Poucochinho não chega...

Há características nas pessoas que me irritam, chateiam ou enervam por um ou outro motivo. Não gosto de prepotência, de mal-agradecimento, de burrice, de antipatia, de estupidez ao quadrado (às vezes ao cubo). Mas se há pessoas com as quais não consigo conviver sem dizer nada são as pessoas-poucochinho. E passo a explicar em que consiste esta espécie, cada vez mais corrente, de homo sapiens.
As pessoas poucochinho são, tal como o nome indica, aquelas que se contentam com pouco. Preenchem vários tipos.
Algumas são pouco ambiciosas. Vivem mal, são infelizes, mas não fazem nada para mudar. Não se esforçam, não estudam mais, não trabalham mais, não se dão mais valor e acham que como estão, estão bem. Deixam-se estar.
Outras resmungam, resmungam, resmungam, e trabalham, trabalham, trabalham como mulas, e não são devidamente recompensadas. Não se importam, não procuram melhor. Ficam como estão. Deixam-se estar.
Outras ainda queixam-se do/a companheiro/a, que lhes bate até ficarem negras como tissões. Mas também não o deixam, não procuram ajuda, não o denunciam. Quando ele chega a casa, levam novamente na tromba. Deixam-se estar.
Outras não estudam, chumbam de ano repetidamente, e só pensam em ter o nono ano para ir trabalhar. Não pensam que hoje já ninguém arranja emprego sem menos do que o 12º ano. Acham que com elas vai ser diferente, vão fazer rios de dinheiro sem esforço. Deixam-se estar.
Outras não têm companheiro/a e andam à procura de alguém que as faça felizes. Não encontram ninguém que valha a pena, e então andam com este/a ou com aquele/a, só porque sim. E acham que estão bem assim, ou que isso é suficiente. Deixam-se estar.
Eu nunca fui assim. Sempre exigi tudo aquilo a que tenho direito. Posso até nem ser rica, não ter notas brilhantes, não namorar com o Gianecchinni.
Mas trabalho para suportar os mimos e luxos que quero (apesar de não ter necessidade), estudo muito para passar às cadeiras todas na faculdade, e tenho um namorado lindo que me trata bem.
Nunca nos devemos contentar com menos do que aquilo que merecemos. Nem que tenhamos de estar meses ou anos à procura, nem que isso implique esforço. Todo o esforço é recompensado, desde que nós próprios saibamos exigir a recompensa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nada de novo...

As aulas terminam daqui a duas semanas, e com isso voltamos à lenga-lenga dos exames. Isto de fazer apontamentos de jeito dá cabo da cabeça a uma pessoa... é tanto livro, tanto Código, tanto lei que eu sei lá...
Ainda tenho de fazer um trabalho para o belo do curso de Registos e Notariado que, leccionado do alto dos 80 anos do Professor Doutor Seabra Lopes, se revela uma grande seca. O senhor é uma simpatia, mas convenhamos que aquilo não se mostra lá muito animado!
Ah, hoje é dia da Mãe! Pelo menos é hoje que a minha família celebra este dia. Um beijinho especial à minha, que teve direito a pequeno-almoço na cama em bandeja com um raminho de girassóis, e duas predinhas. Aliás, tem direito a tudo. :-)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Lista quase completa.

Ontem fomos as três - mãe e filhas - fazer as compras de Natal ao Porto. :) Já comprei as coisas da minha lista quase todas. Para o dia correr melhor, só se a mãe não estivesse coxa e tivéssemos mais dinheiro para gastar!
Já só falta comprar a prenda da própria mãe e a do tio, que é sempre uma complicação...
Daqui a nada lá vou eu voltar para o trabalho. Ando com muita falta de tempo para vir aqui, mas arranja-se sempre uma vaga para vos vir dar um Hello!

sábado, 21 de novembro de 2009

Ajudar? Eh pá... Não vai dar... Tenho de ir ali...

Às vezes tenho pena de ser tão stressada contudo. Preocupo-me demasiado, quero saber demasiado, as pequenas atitudes e palavras magoam-me demasiado.
Gostava de ser mais desligada de algumas coisas, preocupar-me menos com os outros e os problemas, tentar ajudar menos, ser menos útil. A vida tem-me ensinado que os que mais ajudam e se importam, grande parte das vezes são os que levam mais patadas. E, no fim de contas, as pessoas nem querem realmente saber do que fazem por elas... a partir do momento em que já está feito.
Vou começar a abrir os olhos. Hoje estou num dia não!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Prendas de Natal


Sabem do que é que eu mais gosto no Natal? De comprar prendas! Adoro andar pela rua a fora, seja no Porto seja em Viana (no Porto há mais por onde andar!) a ver lojas, a cheirar tudo, aproveitar para comprar umas castanhas assadas num cartucho de jornal e devorá-las em três tempos, ver as pessoas, resmungar porque está muita gente e olhar com um brilhozinho nos olhos para as montras que, de forma bem portuguesa e bem pirosa, nos brindam com um Merry Christmas & happy new year. Gosto de o fazer acompanhada daquelas músicas um bocado irritantes de Natal que tocam a todo o momento.
Gosto de fazer uma lista de prendas com antecedência e comprar tudo bastante antes. Tenho o cuidado de escolher coisas que as pessoas vão gostar e gosto de escrever o nome do presenteado do embrulho, que faço sempre em casa com o maior gosto. Gosto de dar presentes embrulhados, com um laçarote farfalhudo. E gosto muito pouco de presentes em sacas com dois agrafes em cima e "pronto menina, já está embrulhado!"
Por isso é que quero ver se esta semana já vou espreitar umas montras e começar a comprar coisas. Porque gosto da confusão mas não tanta quanto a que há nos dois ou três dias antes do Natal e, sobretudo, gosto de escolher quando ainda há muito para escolher!
É uma altura do ano mesmo bonita, em que toda a gente é simpática e parece que os corações andam mais quentinhos: toda a gente dá o "bom natal" ou "boas festas" quando sai das lojas, toda a gente ajuda nos peditórios, toda a gente anda bem disposta. É pena que só dure este tempo, mas isso são outros quinhentos!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bruxarias e coisas tais...

É tão mais fácil dizer que alguém de quem gostávamos traiu e magoou alguém que amamos (um filho, por exemplo) porque lhe fizeram bruxedo, ou porque bebeu chá de pintelho, ou porque bebeu chá da meia-noite, ou porque lhe fizeram uma amarração...
E que tal reconhecer que as pessoas nos desiludem e são mesmo más e baixas quando querem?
Não tolero traições... Não falo a namorados, porque isso cada um sabe de si e deus sabe de todos (e I don't give a shit about that...). Falo de gente casada, com filhos, com casa, com vida em comum.
E tolero ainda menos desculpas para elas, vindas do próprio corneador ou dos seus defensores.

Solinho.

Hoje a mãe foi operada. Como não podia deixar de ser, lá estavamos nós todos nervosos e expectantes em relação ao veredicto final. Correu tudo bem, e daqui a nada vai ser vê-la andar mais ligeirinha do que o costume porque o joelho já não dói conforme faça chuva ou sol!
E como ela vai precisar de uma ajuda extra durante uns dias, lá vieram as filhas do Porto para estar em Viana. Hoje, quando andava pela rua a fora, com o belo dia de sol e frio que esteve, já me cheirou a Natal. Adoro esta altura. Incrivelmente, hoje deu-me a sensação que daqui para a frente as coisas vão correr melhor. :-)

sábado, 14 de novembro de 2009

Má maré...


Decerto passou um ventinho ruim pela minha casa, porque esta semana é para esquecer! Primeiro fui eu que risquei o carro de um senhor ao ir para o trabalho e pimba, arrombo (azar 1)! Depois o nosso carro avariou (azar 2), a máquina de lavar que estragou-se e a ver se a vêm arranjar hoje (azar 3), a minha mãe que vai ser operada terça-feira e vai andar meio coxa (azar 4), o meu pai qe mais uma vez nos falhou e o dinheiro voa (azar 5)... Só apetece enfiar-me na cama, hibernar e acordar quando isto tudo passar. Estou verdadeiramente cansada disto.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Às minhas amigas.


As minhas amigas são poucas. São minhas amigas porque cada uma delas tem algo de especial que a fez merecer esse posto, que a poucos dou o privilégio de alcançar. Não digo facilmente que alguém é meu amigo, e isso vocês sabem.
São todas diferentes: uma é minha irmã. Outra só diz parvoíces e faz-me rir, e sempre gostou de mim. Outra vive comigo e está comigo quando preciso. Outra é intempestiva e não prende as palavras na boca. Outra não nos liga muito, mas é o feitio dela.
Ultimamente só nos pegamos e discutimos por dá cá aquela palha... Não podemos falar nada umas às outras que parece que estamos todas com o copo cheio e mais uma gota transborda.
Mesmo assim, vou para a faculdade nalguns dias só para estarmos todas juntas na hora de almoço. Demoramos tempo sem fim na fila mas, quando nos sentamos, nunca há silêncio. Geralmente há berros, gargalhadas e discussão. Tropeçamos nas palavras, falamos umas por cima das outras, mandámo-nos calar. De vez em quando discutimos com outras gajas que se sentam na nossa mesa e se metem com uma de nós (coitadas, levam resposta de nós todas!). Depois lutamos por quem vai buscar o café e vão sempre as mesmas. Tomamos café, conversamos mais um bocado e aquele bocadinho faz-me bem, enche-me a alma.
Há umas às quais ligo quando tenho novidades, outras não. Há umas que me ouvem quando preciso, e outras não. Há outras com as quais vou às compras e me divirto. Há aquelas com quem só falo sozinha de vez em quando, mas gosto. Há outras ainda com quem conto para tudo.
Somos do piorio. Falamos mal de tudo e todos, incluindo umas das outras. Todas nós já tivemos momentos de maior rispidez com outra de nós, e nesses momentos nenhuma foi santa e falamos mal umas das outras sim! Porque somos amigas mas não somos perfeitas. Não se pode negar, faz parte da nossa natureza de mulher. Somos picuinhas, somos ranhosas, somos mesquinhas e muito críticas.
Cada uma de vocês já me disse coisas que me magoaram. De uma já estive afastada muito tempo mas ela sabe que é especial para mim. Também eu já disse coisas que vos magoaram, sem saber.
Mas gosto de vocês. Não o digo, muitas vezes não o demonstro, mas gosto mesmo.

domingo, 1 de novembro de 2009

Fazer anos.


Faço anos daqui a uma semana. Eu adoro fazer anos, talvez porque ainda só conte 21!
Adoro porque, todos os anos, fazemos um jantar com a família que realmente gosto cá em casa - somos 8 ou 9.
Jantamos, falamos imenso e rimos outro tanto, entre meia dúzia de bacoradas que um ou outro vai dizendo. Os gatos sentam-se no nosso colo, como família que também são; tentam roubar a comida e, sem querer, lá cai um ou outro pedaço no chão, que prontamente eles - como bons gatos que são - tratam de limpar com grande aprumo.
Depois sentámo-nos todos nos sofás, em frente à televisão. A avó vai buscar uns chinelos da mãe ao quarto e deita-se a dormitar, enquanto os outros conversam. Mais tarde vamos buscar o bolo e o champanhe, cantámos os parabéns a altos berros em dobro - porque as aniversariantes são duas.
Comemos e vamos buscar as prendas, que se abrem uma por uma e se mostram com alegria. Se são de vestir (são sempre, é do que nós gostamos!), há desfile tal qual fossemos umas top models. Depois levamos as prendas para o quarto e voltamos para a sala, onde nos sentamos todos juntinhos a falar mais um bocado e a rir. A noite acaba, e eu vou para a cama toda feliz. :-)