O amor depois de já se ter amado é diferente do primeiro amor. É inevitável... é diferente e ponto final. Eu já tive um grande amor antes. Daqueles avassaladores em que se pensa "ai que eu nunca mais vou encontrar uma pessoa assim, tão boa, tão fantástica, ai que coisa tão perfeita que eu tinha. Não há mais nada assim neste mundo, estou desgraçada!". E depois vi que estava enganada. Conheci um amor diferente, mais calmo, mais tranquilo, muito mais seguro, muito menos "ai que vou morrer aqui e agora de tanto amor", mas muito mais feliz, que me faz muito mais feliz, com uma pessoa muito melhor. Não há tanto ronhónhó mas há muita mais certeza no que se quer. A questão é que, realmente, o amor passa. Passa quando tem de passar... Leva o seu tempo, tal como as feridas custam a sarar, mas ele passa. Acredito, e sempre acreditei, que um amor só passa com um novo amor, porque, até aí, a verdade é que não temos motivos para esquecê-lo! Foi assim comigo e será sempre.
E quando se volta a amar, depois de já se ter amado, já vamos com calejados (calo no cu como os macacos...). Já não amamos sem reservas, sem filtros, sem pudores. Amamos com desconfiança, com o pensamento de que pode não ser para sempre, com mais exigência. E quem paga é o maxilhão, pois 'tá claro...



















