sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E quando alguém nos responde "Ah, não vou aderir ao cartão, também pouco uso essas lojas e não ia ter descontos em nada...", eu tenho de responder "Pois, mas sabe, o propósito principal deste cartão não são os descontos, é de facto a solidariedade... E acaba sempre por ir a uma ou duas destas lojas, quanto mais não seja vem ao cinema (como veio hoje!) e mete gasolina! Já está a poupar e a ajudar ao mesmo tempo."... Aí as pessoas ficam sem fuga possível! Então têm de reconhecer que pronto, "mas eu não quero na mesma, é muito caro".

:D Nunca tinha feito um trabalho em que, constantemente, me sentisse tão embaraçada!

4 comentários:

Artemisa disse...

Esse é um trabalho ingrato... As pessoas geralmente não gostam de ser abordadas na rua por desconhecidos. :)

Fresco_e_Fofo disse...

Não conheço esse cartão e, por isso, não vou tecer comentários acerca dele, nem tão pouco este comentário pretende ser uma crítica ao teu trabalho, mas já começo a ter alguma desconfiança em relação a certo tipo de solidariedade que agora parece ter sido institucionalizado por algumas empresas. Parece que estão empenhados em dar com uma mão o que roubam com a outra.
Ou seja: do modo como "a coisa" nos é apresentada, parece que além de estarmos condenados à pobreza, ainda somos constantemente confrontados com campanhas que parem ter o propósito de nos culpabilizar pela situação agonizante em que os agentes económicos, nomeadamente as empresas gananciosas, colocaram uma franja cada vez mais larga da população. Os mesmos que estão a transformar Portugal num país de pedintes, acham que os pedintes menos pedintes têm que ser solidários com os pedintes mais pedintes e ainda ficam com os "louros" de terem muitas preocupações sociais.
Se as empresas querem ser solidárias, abdiquem de uma pequena fatia dos lucros chorudos, ponham os produtos mais baratos, invistam os lucros em modernização e criação de emprego, em vez de os depositarem nos paraísos fiscais.
Paguem ordenados decentes e deixem-se da "caridadezinha" aviltante da dignidade dos pobres.
Os pobres que são pessoas de bem, querem trabalho, não querem caridade.

Beijinho

Ana disse...

Isso é verdade Fresco, por isso mesmo não insisto com as pessoas! A empresa quer que se insista e eu não insisto porque detesto que o façam comigo. Dá quem quer, quem não quer não dá, só não gosto que me dêem desculpas, prefiro que me digam "Olhe menina, não estou interessado/a, não me interessa o cartão" e eu agradeço e calo-me. :) Simples. Não é preciso dizerem "então vou ali levantar dinheiro" e nunca mais aparecem! lol

Agora sim, a vantagem deste cartão é que, depois da aquisição dele, quem nos dá o dinheiro são as lojas, porque o desconto é dado por eles...

Kruzes Kanhoto disse...

Nunca compro nestas circunstâncias. Por maior e mais fabulosa que se apresente a oferta. Também quando toca a comprar gosto de ser eu a ter a iniciativa.